Viúva de advogado não quis depor na frente de delegado Sotero, diz acusação

Audiência de instrução do ‘Caso Sotero’ está sendo realizada desde às 9h, desta quinta-feira (14). Segundo assistentes de acusação, Fabíola não quis a presença do delegado durante o depoimento

Bruno Mazieri / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Momentos antes do retorno da audiência de instrução do ‘Caso Sotero’, Catharina Estrela e Josemar Berçot, assistentes de acusação de Fabíola Rodrigues Pinto de Oliveira e de Wilson Lima Justo Jr, 35, morto em novembro do ano passado, em uma casa noturna da cidade, afirmam que o depoimento da mulher da vítima foi marcado pela emoção.  Segundo eles, Fabíola não quis a presença do delegado durante o depoimento.

Fabíola foi baleada na perna e seu esposo, o advogado Wilson Justo, foi morto a tiros no Porão do Alemão, em novembro do ano passado (Foto: Divulgação/OAB)

Ainda segundo Catharina, nem Fabíola e nem as outras três testemunhas quiseram a presença do delegado da Polícia Civil, Gustavo Sotero, acusado de matar Wilson Lima Justo Jr. “Nenhuma das testemunhas foram ouvidas na presença do acusado, mas isso é muito comum na maioria dos processos e é algo que o Código de Processo Penal permite”, explicou.

A audiência de instrução do delegado da Polícia Civil entrou em recesso por voltas das 14h45. A sessão retornou por volta das 15h45. Até o momento, quatro testemunhas já foram ouvidas, dentre elas Fabíola Rodrigues Pinto de Oliveira, esposa de Wilson. O depoimento dela, segundo informou o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), durou cerca de quatro horas.

Catharina Estrela e Josemar Berçot, assistentes de acusação de Fabíola Rodrigues Pinto de Oliveira e de Wilson Lima Justo Jr. (Foto: Bruno Mazzieri/Divulgação)

No retorno da audiência, serão ouvidas quatro testemunhas do Ministério Público do Amazonas (MP-AM). De acordo com Catharina Estrela, ‘este é um momento muito difícil para Fabíola’. “É um momento muito difícil de relembrar os fatos, pois mostramos o vídeo, ela contou tudo o que aconteceu, esclareceu as dúvidas de todos os presentes. Mas ela sabe que é algo necessário porque ela também é vítima dessa situação”, comentou a advogada.

Josemar Berçot, também assistente de acusação, salienta que será feita a mesma imputação ao réu com a diferença do artigo 14, inciso II da modalidade tentada. “Em relação ao Wilson, se configura um homicídio consumado com as qualificadoras. Em relação aos três sobreviventes, é a mesma imputação, mas em sua forma tentada”. Após os trâmites desta quinta-feira, a audiência será retomada nos dias 17 e 18 de julho, segundo informou os assistentes de acusação.

Audiência

As testemunhas do assassinato do advogado Wilson de Lima Justo Filho, 35, ocorrido dentro do Porão do Alemão, zona centro-oeste de Manaus, no ano passado, começaram a ser ouvidas pela Justiça na tarde desta quinta-feira (14). A audiência de instrução do delegado da Polícia Civil Gustavo Sotero, acusado do crime, teve início por volta de 8h30 desta quinta.

De acordo com o advogado de defesa de Sotero, Cláudio Dalledone Júnior, a audiência ocorre dentro da normalidade. Sotero aguarda na carceragem do Fórum Ministro Henoch Reis ser chamado para depor, mas o advogado acredita que a audiência dê prosseguimento nos próximos dias 24 e 25 de julho, por conta da quantidade de testemunhas que ainda devem ser ouvidas.