Cresce número de fêmeas de tartarugas-da-amazônia

Programa do Ibama que abrange oito Estados registra um aumento de 268% na população de fêmeas da espécie tartaruga-da-amazônia em área de reprodução no Pará

Da Redação / redacao@diarioam.com.br

Brasília – O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou que o Programa Quelônios da Amazônia (PQA) registrou, neste ano, um aumento de 268% na população de fêmeas da espécie tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa), em comparação ao início da década de 1980.

Equipes técnicas fiscalizam os locais de desova para evitar a caça (Foto: Michael Dantas/Acervo-DA)

A observação foi entre entre 29 de setembro e 10 de novembro, quando cerca de 10 mil fêmeas em idade reprodutiva foram monitoradas na região conhecida como tabuleiro de Monte Cristo, no Rio Tapajós, próximo ao município de Aveiro (PA). Nesse período, a espécie migra para construir ninhos e colocar ovos. No início da década de 1980, foram contabilizadas 2.715 fêmeas na região.

“Estamos muito satisfeitos com esse crescimento, pois ele indica que a redução observada no último ano foi revertida”, disse o coordenador do PQA no Pará, Raphael Fonseca. Em 2016, equipes do PQA haviam constatado uma diminuição de, aproximadamente, 84% no número de filhotes nascidos no tabuleiro e apontaram como causa provável a baixa quantidade de chuvas.

O PQA monitora cerca de 50 mil fêmeas de Podocnemis expansa em idade reprodutiva em oito Estados brasileiros: Amapá, Amazonas, Goiás, Mato Grosso, Pará, Tocantins, Rondônia e Roraima. As equipes técnicas fiscalizam os locais de desova para evitar a caça, abrem uma amostra representativa de ninhos e registram medidas dos animais para avaliar as populações.

Maior da América do Sul

De acordo com o Ibama, a Podocnemis expansa é a maior espécie de quelônio da América do Sul e a única a possuir comportamento social descrito em estudos científicos. As fêmeas se reúnem na praia que se forma com a baixa do Rio Tapajós para preparar seus ninhos. Alvo de caça e roubo de ovos, a espécie é protegida desde 1979, ano em que foi criado o PQA.



SIGA-NOS NAS NOSSAS REDES