Rios degradados na Amazônia podem ser recuperados com técnica britânica

Técnica britânica introduzida por instituto brasileiro surge como nova fórmula para recuperar serviços ecossistêmicos em rios degradados na Amazônia Legal e no Pantanal

Da Redação / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Uma técnica britânica surge como a nova esperança de recuperar serviços ecossistêmicos em rios degradados na Amazônia e no Pantanal. O projeto ReNaturalize, do Instituto Aplysia, propõe a restauração fluvial por meio de materiais naturais como troncos, galhos e folhas de árvores.

O sistema foi apresentado, na última semana, durante audiência pública sobre políticas públicas de revitalização das bacias hidrográficas, no Senado Federal, em Brasília-DF. A eficácia da técnica já foi comprovada na bacia do Rio Mangaraí, no Espírito Santo. A ideia, agora, é levá-lo para a exploração sustentável das bacias da Amazônia Legal e do Pantanal.

Projeto propõe a restauração fluvial por meio de materiais naturais como troncos, galhos e folhas de árvores (Foto: Reprodução/YouTube)

Dentre os resultados positivos apresentados pela presidente do Instituto, Tatiana Heid Furley, estão a melhoria da qualidade da água, aumento da diversidade hidromorfológica do canal, estabilização das margens, reabastecimento do lençol freático e a integração da comunidade.

“Precisamos trabalhar na causa do problema, não esperar chegar na calha principal do rio, com técnicas simples e de baixo custo. A impressão que eu tenho é que o Brasil ainda não acordou que precisamos da água. Assim como acontece em outros países, vamos ter que adotar os rios”, afirmou Tatiana.

O professor Apolo Heringer Lisboa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), também presente na audiência pública no Senado, corroborou com a adoção de medidas descentralizadas e simples, que são adotadas pela comunidade. “As grandes obras têm um impacto ambiental grande. É melhor estações de tratamento de esgoto pequenas espalhadas pela cidade do que uma superestação. Na natureza tudo não é pequenininho?”, explicou o professor da UFMG.

‘Ecologização’

Apolo defendeu a ‘ecologização’ da economia, ou seja, subordinar as práticas econômicas às possibilidades de sobrevivência do ecossistema. “Pequenos danos ao meio ambiente, feitos de maneira planejada, subordinados a regras ambientais, são aceitáveis. O meio ambiente vai gerar mais renda, mais postos de trabalho. O que não podemos é fazer tudo errado e depois tapar buracos como o que está acontecendo no Nordeste e em vários Estados”, afirmou Apolo Heringer Lisboa.



SIGA-NOS NAS NOSSAS REDES