Garantido dedica a primeira noite aos artesãos do boi

A abertura será com a celebração folclórica, divida em dois momentos, composta por 14 módulos alegóricos para forma duas grandes alegoria.

Parintins – O boi Garantido abre o 45° Festival Folclórico de Parintins nesta sexta-feira com uma noite tribal dedicada  aos artesãos, segundo os artistas responsáveis pelas alegorias da primeira noite.

A abertura será com a celebração folclórica, divida em dois momentos, composta por 14 módulos alegóricos para forma duas grandes alegorias, explicou o artista plástico José Trindade.

Intitulada, ‘Boi de Pano’, a primeira alegoria enfatiza as cores do bumbá vermelho e branco, e terá um grande coração encarnado ao centro. A ‘Sinhazinha da Fazenda’ será o primeiro item a aparecer, seguida do Amo do Boi. “O boi fará duas aparições em pontos diferentes do bumbódromo e depois irá surgir do grande coração”, disse o criador da alegoria.

Trindade ressaltou ainda que a celebração fará uma homenagem à população nordestina, com esculturas de músicos tocando maracatu. Os tocadores serão transformados em alegorias de batuqueiros do boi Garantido “Será uma analogia com o boi de pano do nordeste, uma homenagem às nossas raízes, teremos surpresas nessa hora”, disse.

O segundo momento, chamado de ‘Tecelã’, será uma homenagem aos artesãos, em especial às mulheres tecelãs. A cantora Márcia Siqueira irá interpretar a canção de mesmo nome do trecho ao lado do levantador Sebastião Júnior. O cenário terá um painel ao fundo com 21 metros de altura e largura e um grande tecelã, com 12 metros de altura e 14 de extensão par os lados, de onde sairá a Porta Estandarte. “A cena mostrará cotidiano caboclo, mulheres artesãs trabalhando, os ribeirinhos canoeiros, crianças brincando”, disse.

A celebração tribal terá como tema ‘Maracandé’, que conta a história do índio Maraca, único que conseguiu encontrar o lugar onde é a morada do espírito reveladores da cura, disse o responsável pela alegoria, Jonatas Marinho, o ‘Joinha’. De acordo com ele, o índio Maraca terá 15,5 X 18 metros e do tórax dele sairá o pajé, André Nascimento. A cena contará ainda com 98 figurantes vestidos de índios. “Teremos ao redor mais dois maracas, que vão se tranformar e revelar s tuxauas”, disse.

Tuxauas

Os 10 Tuxauas vão sair de totens tribais. Eles vão aparecer após a queda do tecido, feito de tipiti que reveste os tambores, disse o artista plástico Ricardo Guerra. “As fantasias foram confeccionadas com material regional, com palhas e sementes regionais e cores amadeiradas, principalmente marrom e bege”, disse.

Lenda

A lenda amazônica resgata a crença sateré-maué sobre a criação do mundo, conforme o artista plástico Júnior Feijó. ‘Junhão’, como é conhecido, explicou que na crença dos saterés, o mundo surgiu da ‘unhamugará’, uma cobra grande que ao se desfazer, partes foram se transformando nos seres anfíbios, aquáticos e terrestres. Na arena, a alegoria terá 35 metros de largura, 17 metros de altura e 22 de profundidade. O cenário terá um palco para o apresentador Israel Paulaim e uma grande formiga de 12 metros para apresentar o momento do ‘Guardião Ancestral’. Em cena, a cobra ‘unhamugará’ terá 35 metros, de onde sairão 40 figurantes vestidos dos seres vivos descritos na lenda e a cunhã-poranga Tatiane Barros. “Ela será suspensa por um guindaste, sairá de um trecho alto da alegoria”, revelou Junhão.

Tribos coreografadas

Na primeira noite, as tribos coreografadas levam para arena bailarinos fantasiados de animais amazônicos, como camaleões, araras, jabuti, onça e outros, disse o artista Augustino Rodrigues. “As tribos também surgirão de um elemento surpresa”, disse. Serão 40 figurantes em cena, coreografados por Hélio Siqueira.

O boi azul fecha a primeira noite. No segundo dia de festival, o boi Caprichoso será o primeiro a se apresentar, assim como na última noite do festival.