Governo do AM avalia criar núcleo para combater invasões e grilagem de terras

Núcleo de inteligência deverá ter drones, à disposição, para fazer o monitoramento em tempo real das terras invadidas, tanto em Manaus quanto no interior do Estado

Manaus – O Governo do Amazonas avalia criar um núcleo de inteligência, coordenado pelo instituto e composto pelos órgãos de segurança do Estado, nos próximos meses, segundo informou o diretor-presidente do  Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Juliano Valente. O órgão informou que coordenou, neste sábado (16), uma ação de monitoramento de invasão de terras próximo à Reserva Florestal Adolpho Ducke, em uma comunidade chamada de Itaporanga, na zona norte de Manaus.

Com a criação do núcleo de inteligência, segundo Valente, as ações de combate à indústria de invasões e de grilagem de terras no Estado serão mais eficientes. “Esse problema não se resolve só com uma ação ostensiva, mas, também, com trabalho de inteligência. Com os órgãos e todo aparato de inteligência, aliado à educação ambiental e ação ostensiva, temos certeza que esse trabalho será mais eficaz”, disse o diretor-presidente do Ipaam.

Ipaam informou que monitorou invasão de terras próximo à Reserva Florestal Adolpho Ducke na zona norte de Manaus (Fotos José Narbaes/Ipaam)

O titular do Ipaam informou também que o núcleo de inteligência terá à disposição drones para fazer o monitoramento em tempo real das terras invadidas, tanto em Manaus quanto no interior do Estado. “Vamos usar todas as ferramentas tecnológicas para combater esse crime organizado no Amazonas. Como essa indústria é organizada iremos usar a inteligência para atingir o núcleo dela”, afirmou Juliano.

Para a delegada titular da Delegacia do Meio Ambiente, Carla Biaggi, é de grande relevância a criação desse núcleo de inteligência com os órgãos de segurança. “É de fundamental importância a integração dos órgãos ambientais com os órgãos da segurança pública para um trabalho eficaz no combate às invasões e aos crimes ambientais decorrentes dessa prática, que trazem grandes prejuízos à fauna e flora da nossa região, bem como a disseminação da poluição do ar, do solo e o assoreamento dos cursos d’água”, disse.

Reserva

Conforme o Ipaam, equipes do instituto, da Delegacia de Meio Ambiente (Dema – Polícia Civil) e do Policiamento Ambiental (Polícia Militar) voltaram à comunidade chamada de Itaporanga, na zona norte de Manaus, onde no final de janeiro desarticularam uma invasão que já estava com 107 lotes divididos e prontos para venda.

Na ocasião, foram apreendidos terçados, facões e os primeiros barracos foram desmontados. “No sábado (16) voltamos e já encontramos novos barracos. Por isso, se faz necessária uma ação mais eficaz para combater esse crime organizado. Através desse núcleo vamos atingir a base dessa indústria”, completou Juliano Valente.