Após carreata, boi Caprichoso comemora bicampeonato em Parintins

Após o anúncio da conquista do bicampeonato, torcedores, itens e a comissão do Boi-bumbá Caprichoso fizeram uma carreata, em direção ao Curral Zeca Xibelão, para comemorar o título

Stephane Simões / redacao@diarioam.com.br

Manaus- Após o anúncio da conquista do bicampeonato, torcedores, itens e a comissão do Boi-bumbá Caprichoso fizeram uma carreata, em direção ao Curral Zeca Xibelão, para comemorar o título. O bumbá apresentou, neste ano, o tema ‘Sabedoria Popular: Uma Revolução Ancestral’.

O Caprichoso alcançou o total de 1.259,1 pontos nas três noites de apresentação, no segundo ano consecutivo de vitória do touro negro. Um dos destaques foi o item 19 (galera), que conquistou o oitavo título consecutivo, tornando-se octacampeã.

Para a torcedora Yasmin Maués, o sentimento do bicampeonato é de justiça. “Meu boi já foi muito injustiçado. Hoje em dia os bois competem em um nível de quase igualdade, o que muda são os detalhes, que nos deram a vitória”, disse.

O resultado oficial da apuração do festival saiu na tarde desta segunda-feira (2). Nos três dias, a apresentação do bumbá foi marcada por emoção, surpresas e superação. Na pontuação geral, Caprichoso ficou com 1.259,1 e Garantido com 1.255,4.

Vitória

O Caprichoso abriu a primeira noite de apresentação, na última sexta-feira (29), e apresentou o tema: ‘Ancestralidade, o Ethos do Saber Popular’. Entre os momentos mais marcantes estão a alegoria do ritual Tariana, do artista Junior de Souza, que trouxe o pajé Netto Simões. Na encenação do Auto do Boi, o pajé que encenou a ressurreição do boi sobrevoou o Bumbódromo sobre uma prancha, levando a galera azulada ao delírio.

No segundo dia de apresentações, o Caprichoso levou o tema ‘Encontros: um mosaico de saberes’. A lenda amazônica ‘Sissa: a flor dos Aimarás’ abriu a noite com uma gigantesca alegoria. O touro negro encerrou uma noite marcada pela superação, ao conseguir levar ao Bumbódromo a alegoria do ritual indígena ‘Transcendência Yanomami’, quase perdida em um incêndio, na última quinta-feira (28).

O bumbá encerrou a última noite de Festival, clamando igualdade e respeito à diversidade, já na madrugada desta segunda-feira (2). Lendas amazônicas, a arte dos artesãos e a despedida da rainha do folclore Brena Dianná marcaram a noite.