Leilão do galpão do Caprichoso pode deixar bumbá de fora do festival de 2019

O Bumbá acumula uma dívida, com a empresa Rio Copacabana Comércio de Fogos de Artifícios Ltda, que já chega a R$ 437 mil

Com informações da assessoria / redacao@diarioam.com.br

Manaus – O Boi-Bumbá Caprichoso poderá ficar de fora do Festival Folclórico de Parintins 2019 se o leilão do Galpão de Alegorias do Bumbá se firmar, nesta terça-feira (11), ou no próximo dia 18. O galpão está localizado no cruzamento das ruas Fausto Bulcão, Barreirinha e Nhamudá, no bairro João Ribeiro.

Leilão do galpão do Caprichoso pode deixar bumbá de fora do festival de 2019 (Foto: Boi Caprichoso/Divulgação)

O Bumbá informou que uma dívida, firmada em 2010 com a empresa Rio Copacabana Comércio de Fogos de Artifícios Ltda no valor de R$ 150 mil, na gestão do então presidente Carmona Oliveira Filho, gerou a ação que, atualmente, está no valor de R$ 437 mil.

De acordo com o Bumbá, o Galpão da Associação Cultural Boi-Bumbá Caprichoso, segundo a Justiça, está avaliado em R$ 473.005,00. No local são construídas as alegorias de figura típica, exaltação folclórica, lenda amazônica, ritual, módulos tribais, os bois que são levados para a arena, e é onde funciona o Conselho de Arte, que cria e desenvolve todo o projeto de arena. O imóvel possui uma área de 2.956,50 metros quadrados.

De acordo com o Caprichoso, algumas petições feitas por meio da assessoria jurídica foram indeferidas. Na referida decisão, o Juiz da 2° Vara Cível de Parintins afirma que ocorreu a perda de prazo processual, tendo em vista que o então presidente do Caprichoso à época fora intimado em outubro de 2013 e não tomou as medidas cabíveis.

Galpão

O Caprichoso ressaltou, por meio de assessoria, que o galpão não é apenas um imóvel, mas trata-se do principal setor de produção de um dos ícones da cultura popular do norte do Brasil. O local emprega, aproximadamente, 500 trabalhadores, entre artistas, soldadores, pintores, pasteladores, escultores, serviços gerais, administradores, conselheiros de arte, engenheiros, assessores técnicos, entre outros.

O advogado do Boi Caprichoso, Rodrigo Porto, enfatiza que a agremiação está disposta a negociar o débito e, mesmo com o leilão marcado, ele acredita numa reversão da decisão para que sejam reatadas as negociadas com o credor que impetrou o processo contra a agremiação folclórica.