Waldir Santana está preparado para a reestréia

Pajé volta à Arena após um ano sem representar o item nas três noites de Festival Folclórico.

Parintins – Nas vésperas do início do 45 Festival Folclórico de Parintins (a 369 quilômetros de Manaus), um dos mais importantes itens do Boi Caprichoso está preparado para viver uma das maiores emoções de sua trajetória no bumbá, como ele mesmo definiu. O Pajé Waldir Santana fará sua reestreia depois de um ano sem representar o item nas três noites. No ano passado, ele caiu de uma das alegorias, quebrou um dos pés e foi substituído nas outras duas noites. “Parece que eu estou estreando este ano. Estou apostando muito em mim, nas minhas fantasias, não estou deixando nenhum detalhe passar. Quero me sair bem na arena”, afirmou .

O Pajé, que tem mais de 20 anos dedicados ao Caprichoso, disse que recuperou uma expectativa que tinha perdido há alguns anos e que agora vai entrar na arena com o vigor de um iniciante. “Quero fazer o meu trabalho e representar o boi da melhor maneira, até para agradecer o carinho que os artistas que confeccionaram minhas fantasias estão tendo comigo. Graças a Deus eu sou muito querido no boi e quero retribuir esse carinho, já que ano passado, infelizmente, não pude fazer muito”.

Para este ano, o Pajé, segundo ele, vai aparecer em três rituais marcantes, com surpresas em todas as alegorias e indumentárias. Na primeira noite, durante o ‘Ritual de Iniciação’, o Pajé será o grande chefe de cerimônia da passagem do curumim para homem. Ele vai dar a benção final dos iniciados. No ritual da segunda noite, Waldir fará uma viagem fantástica ao mundo sobrenatural. “A segunda noite é o Nirvana. O ritual todo é uma viagem louca que tem como ápice a chegada do Pajé. A fantasia é do Emerson Brasil e está fantástica”, afirmou.

O Pajé vai encerrar sua apresentação no festival deste ano no final do ‘Ritual dos Sete Caminhos da Selva‘, da terceira noite. “Neste ritual, o Pajé terá que passar por provas difíceis para se tornar um grande Pajé. É um ritual diferente. A toada desse ritual é a que eu mais gosto. A fantasia feita pelo artista Macoy terá surpresas fantásticas”, garantiu.

Waldir Santana também é responsável pela confecção de indumentárias dos tuxauas e tribos, além de composições de lendas amazônicas e rituais. “Esse ano vai dar tudo certo. Tenho ensaiado bastante e corrido atrás dos materiais para que tudo saia perfeito na arena e o Caprichoso possa levar o título”.