Candidatos prometem ingressar com ação no MP para anulação de concurso da Seduc

Segundo Guilherme Faial, um dos candidatos que encabeça o pedido de anulação, um grupo deve entrar com liminar no MPE contra a Seduc e o Instituto Acesso, nesta quarta

Bruno Mazieri / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Após inúmeras denúncias de fraude por parte dos candidatos que participaram do concurso público realizado pela Secretaria de Educação do estado do Amazonas (Seduc) e pelo Instituto Acesso, no último domingo (8), um grupo de pessoas deve ingressar com liminar junto ao Ministério Público do Estado (MPE), nesta quarta-feira (11), pedindo a anulação do certame e também a saída do Instituto Acesso como instituição organizadora do concurso e elaboração das provas.

Grupo deve entrar com liminar no MPE contra a Seduc e o Instituto Acesso. (Foto: Sandro Pereira)

De acordo com o formando em Geografia, estudante de Direito e candidato do concurso, Guilherme Faial, a ideia da liminar surgiu ainda nesta segunda-feira (9), após ser procurado por outra candidata. “Queremos que a Seduc cancele o certamente e queremos o afastamento da banca do concurso também. Nesta quarta-feira (11), às 10h, iremos para frente do MPE resolver essa questão da liminar”, explicou ele, salientando que o encontro deve reunir em torno de mil pessoas.

Faial destaca que não consegue entrar em contato com o Instituto Acesso, localizado no bairro Tijuca, no Rio de Janeiro. “Eles não atendem telefone e suspeitamos de irregularidades ligadas à instituição. Sabemos que o dono do instituto já apareceu inscrito em um concurso público e estava apto a concorrer em diversas vagas”, ressaltou. Ainda segundo Faial, o grupo que pedirá a anulação do certame é composto por diversos profissionais da área da Educação.

Irregularidades

O candidato, que é morador da zona central de Manaus e prestou o concurso para a vaga de professor de Geografia de Ensino Regular, realizou sua prova na Escola Municipal Vicente Mendonça Júnior, no bairro Grande Vitória, zona leste de Manaus. “Quem mora na zona norte, teve que se deslocar para bairros como Compensa e Parque das Laranjeiras, zonas oeste e sul, respectivamente”, relatou.

Ele revela, também, que durante a prova havia um carro de som na esquina da escola na qual estava e que mesmo com policiamento, nada foi feito. “As pessoas conversavam entre si, as fiscais discutiram na nossa frente, só fui informado do tempo restante após ameaçar fazer uma denúncia e as provas estavam cheias de erros”, afirmou.

Suspensão

Ainda nesta terça-feira (10), a Coordenadoria de Pessoal do Ministério Público de Contas do Amazonas (MPC-AM) ingressou com uma representação junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) pedindo a suspensão do concurso público.

O MPC informou que, de acordo com dados divulgados pela imprensa local, foram identificadas diversas irregularidades na realização das provas. Entre elas estão: o atraso da chegada das provas nos locais do exame, troca de prova entre municípios, transporte irregular de malotes, bem como malotes com lacres violados.