Polícia vai investigar denúncias feitas contra concurso da Seduc

Candidatos inscritos no concurso registraram BO no 19º DIP, afirmando que, em uma escola no Tarumã, provas foram trocadas, não havia salas suficientes para os candidatos e que lacres foram violados

Da Redação / redacao@diarioam.com.br

Manaus – A Polícia Civil (PC) informou que vai apurar as denúncias relacionadas às provas do concurso público da Secretaria de Educação (Seduc), aplicadas neste domingo (8). Candidatos inscritos no concurso registraram Boletim de Ocorrência no 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), afirmando que na Escola Estadual Karla Patrícia Barros de Azevedo, no bairro Tarumã, provas foram trocadas, não havia salas suficientes para os candidatos e que lacres foram violados.

Provas trocadas, candidatos sem salas e lacres violados estão entre as denúncias feitas por candidatos do concurso da secretaria, no 19º Departamento Interativo de Polícia (Foto: Reprodução/Record News)

Em nota, a PC leva a concluir que houve registros de BOs em outros DPs e na Delegacia Interativa. “A Polícia Civil do Amazonas, representada pelo delegado-geral, Mariolino Brito, informa que iniciou os trâmites legais para apurar as denúncias relativas as provas do Concurso Público da Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc), realizado na manhã de domingo (8/7), a partir dos registros de Boletins de Ocorrência (BOs) feitos nos Distritos Integrados de Polícia e via Delegacia Interativa”, diz a nota.

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Na nota, o delegado-geral afirma, ainda, que os envolvidos nas denúncias, “entre candidatos e representantes da instituição organizadora do certame”, serão ouvidos a partir desta segunda-feira (9).

Candidatos reclamaram da distância dos locais de prova (Foto: Sandro Pereira)

Neste domingo, Suzi Martins, inscrita para o cargo de merendeira, contou à REDE DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (RDC) que quando chegou à Escola Estadual Karla Patrícia Barros de Azevedo, local de prova, não havia sala disponível e muitos candidatos tiveram que aguardar no refeitório. “Faltavam três salas e aguardamos até às 7h45 pelo local de prova que estava sem fiscal e sem o malote com as nossas provas. Nos informaram que as provas estavam vindo do Instituto Acesso e às 8h45, após colocar o candidatos na mesma sala, chegaram três malotes, mas quando vimos eram provas com nomes de outro candidatos”, disse.

A candidata disse, ainda, que uma fiscal da empresa responsável pelo concurso riscou os nomes que constavam nas provas e orientou os candidatos a escreverem os nomes deles. “Isso é um erro, uma fraude, as provas já vêm identificadas com o nome e o número de inscrição do candidato que deve ser o mesmo do cartão de resposta. Como vamos realizar uma prova com nome de terceiros?”, questionou a candidata. Os candidatos registraram em fotos e vídeos os fatos denunciados.

Questionada, a Seduc afirmou, em nota, que os problemas ocorridos na Escola Estadual Karla Patrícia Barros de Azevedo, como a falta de provas para candidatos foram solucionadas de imediato com provas extras, que existem para eventualidades como essas. “As provas extras foram conduzidas da base do instituto organizador do certame por motoqueiros da Polícia Militar e escoltadas por batedores da PM. As provas estavam em malotes lacrados. Quando as provas extras chegaram à escola, o grupo de candidatos se recusou a aceitar e saiu da sala. A alegação deles era que as provas não tinham os nomes deles, mas nas provas extras não constam nomes de nenhum candidato, pois são criadas para solucionar problemas dessa natureza. O conteúdo das provas extras são os mesmos das personalizadas”, diz a nota.

Confusão no Concurso da Seduc neste fim de semana em Manaus

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Posted by D24am on Sunday, July 8, 2018