AM perde 101 vagas de emprego em junho e mostra melhor resultado para o mês desde 2013

De acordo com os dados do Cadastro geral de Empregados e Desempregados (Caged),  no primeiro semestre do ano no Amazonas foram perdidas 4,7 mil vagas com carteira assinada, bem abaixo dos 15,3 mil postos perdidos em igual período do ano passado

Da Redação / redacao@diarioam.com.br

Manaus – O Amazonas perdeu 101 vagas de emprego com carteira assinada em junho, a metade do mês passado e o melhor resultado para o mês desde 2013, resultado de 9,4 mil contratações contra 9,5 mil demissões, com saldo positivo nos setores de construção civil,  serviços e de utilidade pública. Os dados foram divulgados nesta tarde pelo Ministério do Trabalho.  No País, houve um pequeno saldo positivo de 0,03%, com a criação de 9,8 mil postos de trabalho.

De acordo com os dados do Cadastro geral de Empregados e Desempregados (Caged),  no primeiro semestre do ano no Amazonas foram perdidas 4,7 mil vagas com carteira assinada, bem abaixo dos 15,3 mil postos perdidos em igual período do ano passado. No intervalo acumulado de 12 meses, até junho, foram fechados 7,9 mil postos formais, contra  36,5 mil, no mesmo período de 2016.

Dados do Ministério do Trabalho foram divulgados na tarde desta quarta-feira(Foto: EBC)

 

O mercado de trabalho do Amazonas continua o processo de redução de perdas de postos de trabalho formal. Mesmo com o fechamento de 101 empregos em junho deste ano, o resultado em igual mês do ano passado chegou a  1,2 mil vagas perdidas, após ter atingido o pico para o mês de junho, em 2015, com saldo negativo de 3,8 mil vagas.

No Estado, a construção civil liderou o saldo positivo no mês, com a criação de 167 vagas, ao contratar  970 empregados e demitir 803, situação que reverteu os 108 postos perdidos no mês de maio. Com isso, o setor reduziu as perdas do ano de 1,7 mil postos verificados mês passado, para 1,5 mil, em junho. Em 12 meses, o setor acumula perdas de 4,3 mil postos.

 

Serviços

O setor de serviços também registrou saldo positivo de  96 vagas, bem menos do que os  727 postos verificados no saldo de maio. No primeiro semestre,  essas empresas  contrataram 24,4 mil trabalhadores e demitiram 24,1 mil, com saldo positivo de 332 vagas. Já no acumulado de um ano, os serviços perderam 1,5 mil postos.

Os serviços industriais e de utilidade pública também criaram 47 novos postos, em junho. No primeiro semestre são 58 vagas a mais com carteira assinada, com a contratação de 521 trabalhadores e a demissão de 463.

Com menor peso no emprego no Amazonas, a agropecuária também criou mais vagas e demitiu menos, em junho, o que resultou em um saldo positivo de 14 postos formais. Foram contratados em junho 87 trabalhadores e outros 73 foram desligados. Mas no acumulado do primeiro semestre foram perdidas 381 vagas, com o desligamento de 991 empregados e a contratação de 610 trabalhadores.

Apesar de liderar a perda de vagas, a indústria de transformação do Amazonas reduziu o ritmo de fechamento de postos. O setor  liderou o encerramento de vagas em junho, com a perda de 222 empregos, bem abaixo das 686 vagas perdidas, em maio.  A maior parte  foi no subsetor de produtos minerais não metálicos, com menos 96 postos seguido por mecânica, com menos 53 vagas e metalúrgica, que perdeu 40. Em sentido inverso, o segmento de material elétrico e de telecomunicações, como televisores e celulares teve saldo positivo de 20 vagas, seguido por papel, papelão e indústria gráficas, com 30 novos postos.

 

Interior em queda

Os dados do Caged de junho mostram que a  situação do emprego no interior está em queda. Dos 21 municípios do Amazonas com mais de 30 mil habitantes acompanhados pelo Ministério do Trabalho,  15 registraram o fechamento de vagas superior a abertura de postos de trabalho e em três o resultado ficou estagnado.

No primeiro semestre, em apenas dez municípios, o volume de empregos abertos com carteira assinada superou encerramento de vagas, sendo os maiores saldos positivos em Humaitá (a 590 quilômetros a sudoeste de Manaus), com 139 postos, seguido por Manacapuru (a 68 quilômetros a oeste da capital), com 83 vagas, e Parintins (a 369 quilômetros a leste), com 65 postos a mais.

Em sentido inverso, as maiores perdas no semestre foram verificadas em Coari (a 363 quilômetros a oeste de Manaus), que fechou 53 vagas, além de Maués (a 276 quilômetros a leste), com menos 46 postos e Manicoré (a 332 quilômetros a sudoeste), que registrou saldo negativo de 48 vagas, segundo os dados do Caged.



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