Amazonas não contratou nem 50% de aprendizes

Foram inseridos no mercado de trabalho do Amazonas 4.911 jovens, por meio da Aprendizagem Profissional, menos que o dobro do potencial de contratações, 11.253, segundo o MTE

Beatriz Gomes com assessoria / redacao@diarioam.com.br

Manaus – As empresas do Amazonas contrataram apenas 43% do total de jovens com potencial para aprendiz profissional, em 2017, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). No País, a média é de 39,34% do total.

No Estado, de janeiro a novembro, foram inseridos no mercado de trabalho 4.911 jovens, por meio da Aprendizagem Profissional, menos que o dobro do potencial de contratações, 11.253, segundo o MTE.

(Foto: Eraldo Lopes)

O mercado de trabalho do País contabilizou o ingresso de 369,6 mil jovens, por meio da Aprendizagem Profissional, entre janeiro e novembro de 2017. Segundo o diretor de Políticas de Empregabilidade do ministério, Higino Brito Vieira, o balanço prévio mantém o ritmo de contratação dos anos anteriores. “O Brasil vem tendo um aumento na Aprendizagem Profissional desde a sua criação, mas os números poderiam ser melhores. O potencial de contratações é quase três vezes maior do que o que foi contratado, mas ainda é um desafio convencer os empregadores de que pode ser vantajoso para as empresas”, explica Vieira.

O diretor destaca que a legislação prevê que todas as empresas de médio e grande porte devem manter, em seus quadros de funcionários, jovens de 14 a 24 anos, na modalidade aprendiz, com cotas que variam de 5% a 15% por estabelecimento.

De acordo com o MTE, São Paulo foi o Estado que mais contratou, com 102,3 mil admitidos, seguido de Minas Gerais, com 39,1 mil, e Rio de Janeiro, com 33,4 mil. No total, o Brasil já registra a contratação de mais de 3,2 milhões de aprendizes desde 2005, quando a lei que prevê essa modalidade de contratação entrou em vigor.

Perfil

Entre os setores que mais contrataram aprendizes em 2017 estão o comércio, com 93,4 mil admissões, e a indústria de transformação, com 92,2 mil. Já sobre as ocupações, as vagas de auxiliar de escritório (147,7 mil) e assistente administrativo (67,3 mil) estão nas primeiras posições no ranking e, juntas, somam a fatia de quase 60% das admissões.

Do total de aprendizes contratados em 2017, mais de 52% são do sexo masculino, contra 47,26% do sexo feminino. Em alguns Estados, a contratação de mulheres superou a de homens, como foram os casos de Santa Catarina, com 51,72% do sexo feminino, e Mato Grosso, com 51,13%.

Legislação

O texto da lei 10.097/2000 que instituiu a Aprendizagem Profissional e entrou em vigor após ser regulamentada pelo Decreto nº 5.598/2005, determina que sejam contratados jovens entre 14 e 24 anos, matriculados em escola ou curso técnico.