Crise eleva contratos de penhor no Amazonas

No primeiro semestre, o número de contratos cresceu 6,3%, ao passar de 115,9 mil para 122,9 mil e o volume totalizou R$ 172,9 milhões, alta de 13% sobre igual período de 2016, aponta a Caixa

Da Redação / redacao@diarioam.com.br

Manaus – A crise elevou o volume de empréstimos de penhor no Amazonas no primeiro semestre, que totalizou R$ 172,9 milhões, alta de 13,2% sobre igual período do ano passado. De acordo com a Caixa Econômica Federal (Caixa), o número de contratos cresceu 6,3%, ao passar de 115,9 mil para 122,9 mil, entre novos e renovação.

A procura por empréstimo sem avalista e de fácil aprovação proporcionada pelo penhor tem sido uma saída do cidadão em meio à queda da renda com a alta do desemprego e a dificuldade de obter crédito nos últimos anos. De acordo com os dados da Caixa, no primeiro semestre de 2015 foram firmados 105,7 mil contratos e no mesmo período do ano anterior, foram fechados 100 mil contratos.

O público que busca esse meio de empréstimo também inclui aqueles que procuram um local seguro para guardar os bens valiosos (Foto: Fernando Frazão/ABr)

Joias como cordões, anéis e braceletes, assim como relógios são os itens mais penhorados. O público que busca esse meio de empréstimo também inclui aqueles que buscam um local seguro para guardar os bens valiosos.

O dono de um bem confeccionado em ouro, prata, diamantes, pérolas, relógio ou canetas de valor poderá levar a joia para uma avaliação especializada na Caixa, em uma das agências que operam o penhor e receber o dinheiro na hora.

Com taxa de 2,10% a.m., o contrato pode ser renovado quantas vezes o cliente quiser. O empréstimo poderá chegar até 100% do valor do bem para clientes com conta-salário na Caixa e relacionamento com o banco. Depois de quitar o contrato, o cliente recebe seu bem de volta.

Apesar de ser uma das últimas opções, o penhor apresenta condições mais vantajosas que outros empréstimos, tanto em questão de juro quanto pelo fato de ser uma linha sem burocracia, pois dispensa avaliação de risco de crédito.

O percentual de famílias que relataram ter dívidas entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro alcançou 56,4% em junho deste ano, segundo Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). O percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso aumentou entre maio e junho de 2017, passando de 24,2% para 24,3%.

O aumento da procura pelo penhor também ocorreu em todo o País, conforme o balanço da Caixa. No primeiro semestre, o penhor movimentou R$ 7,2 bilhões em novos contratos e renovações, alta de 11,3% maior em relação ao mesmo período do ano passado.



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