Famílias manauaras têm 43% de renda comprometida com dívidas

A capital do Estado e Boa Vista, com 42%, se destacam com as duas maiores taxas de renda comprometida com dívidas entre as 27 capitais. Manaus tem 364.498 famílias endividadas

Da Redação / plus@diarioam.com.br

O estudo avalia os principais aspectos, dimensões e efeitos sobre as famílias da política de crédito no Brasi,l entre 2014 e 2016 (Foto: Reinaldo Okita)

Manaus – As famílias de Manaus têm 43% da renda mensal comprometida com dívidas. A análise é da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) que divulgou, nesta segunda-feira (2), a 7ª Radiografia do Endividamento das Famílias Brasileiras. A capital do Amazonas e Boa Vista (RR), com 42%, se destacam com as duas maiores taxas de renda comprometida com dívidas entre as 27 capitais, bem acima da média nacional (30%).

O estudo avalia os principais aspectos, dimensões e efeitos sobre as famílias da política de crédito no Brasil, entre 2014 e 2016, período particularmente turbulento tanto no campo político quanto no econômico. A análise foi feita com base em informações do Banco Central do Brasil, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Manaus tem 364.498 famílias endividadas, o que representa 67% de sua população, segundo o estudo. A capital amazonense está atrás de Macapá (AP), com 68%, Palmas (TO), com 69%, e Boa Vista, com 83%.

Já no levantamento do percentual de famílias com dívidas em atraso, a capital do Amazonas figura, novamente, na quarta posição, com 37%. Boa Vista lidera o ranking com 43%.

A FecomercioSP levantou, ainda, o valor médio mensal de dívida por família, comparando com a renda. Segundo o estudo, as famílias de Manaus têm renda média de R$ 3.594, onde R$ 1.535 estão comprometidos com dívida.

Para a assessoria econômica da FecomercioSP, a conjunção de crise econômica e aumento das incertezas, além da maior seletividade do sistema financeiro e das altas taxas de juros, levaram as famílias a reduzir a tomada de crédito, comprometendo o seu consumo de bens duráveis e gerando uma das maiores recessões de vendas da história do País. Nesses dois últimos anos, enquanto as operações de crédito no Brasil encolheram 12,2% em termos reais, as taxas médias de juros anuais cresceram 23,1 pontos porcentuais.

Panorama

De dezembro de 2014 a igual mês de 2016, mesmo com o número de famílias crescendo 1,6% no Brasil, o total mensal de rendimentos dessas famílias que, no fim de 2014, era de R$ 256,9 bilhões, foi reduzido para R$ 256,8 bilhões, em dezembro de 2016, uma diferença de R$ 135 milhões (ou queda de 0,1%). Como reflexo dessa relativa estagnação ao lado do aumento do número de famílias, a renda média mensal familiar caiu de R$ 4.256,63, em 2014, para R$ 4.187,78, em dezembro de 2016.



SIGA-NOS NAS NOSSAS REDES