Pente-fino do INSS pode economizar R$ 9,8 bilhões, diz o Governo Federal

Estimativa é bem menor que a anunciada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, que chegou a falar numa economia entre R$ 17 bilhões e R$ 20 bilhões. Haverá bônus nas revisões de benefícios

Estadão conteúdo / redacao@diarioam.com.br

Brasília – O governo espera economizar R$ 9,8 bilhões nos próximos 12 meses com as iniciativas antifraudes em benefícios previdenciários e assistenciais, previstas em Medida Provisória (MP) assinada, nesta sexta-feira (18), pelo presidente Jair Bolsonaro. A estimativa é bem menor que a anunciada antes pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, que chegou a falar numa economia entre R$ 17 bilhões e R$ 20 bilhões.

O secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, evitou comentar as projeções mais otimistas e disse apenas que, a depender do resultado dos programas de revisões nos próximos seis meses, o total poupado pode efetivamente crescer. “Adotamos números conservadores”, explicou.

A estimativa é bem menor que a anunciada antes pelo ministro da Economia, Paulo Guedes (Foto: Agência Brasil)

O objetivo da equipe econômica é zerar nos próximos dois anos um estoque de 5,5 milhões de benefícios que ainda precisam ser auditados, ou porque têm indícios de irregularidade, ou porque não passaram por revisão recente. Para isso, a MP cria dois tipos de bônus e a amplia o escopo de trabalhos dos peritos do INSS, que serão transformados em peritos médicos federais – medida antecipada pelo Estadão/Broadcast.

“A ideia de ampliar escopo do trabalho de peritos é entrar em terrenos incólumes e intactos”, disse Marinho. “Tudo está sendo pensado com senso de justiça. Quem tem direito receberá”, afirmou o secretário. A meta do governo é reverter 16% desse universo de benefícios, número traçado com base em experiências passadas de revisões.

De acordo com a MP, haverá um bônus de R$ 61,72 para peritos avaliarem benefícios por incapacidade que estão há mais de seis meses sem realização de perícia.