Produção de bicicletas teve alta de 15,9% no ano passado, segundo a Abraciclo

As fabricantes de Manaus produziram 773.641 unidades, em 2018. Na análise isolada de dezembro foram produzidas 21.857 unidades. O polo retomou o crescimento após quatro anos de perdas

Da Redação / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Os fabricantes de bicicletas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) produziram 773.641 unidades em 2018, volume 15,9% superior ao registrado no ano anterior (667.363 unidades), conforme dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo).

Na análise isolada de dezembro foram produzidas 21.857 unidades, volume praticamente equivalente ao registrado em igual período de 2017 (21.879 unidades). Na comparação com novembro de 2018 (83.726 unidades), nota-se uma queda de 73,9%.

Segundo Cyro Gazola, vice-presidente do Segmento de Bicicletas da Abraciclo, depois de quatro anos de declínio, a indústria demonstrou uma retomada nos negócios em 2018, impulsionada pela maior oferta de produtos, preços mais competitivos e expansão da mobilidade urbana. “Isso mostra com clareza o impacto positivo da ampliação das redes de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas nas cidades brasileiras”, comenta.

Após quatro anos de declínio, a indústria retomou os negócios, em 2018 (Foto: Danilo Mello/Arquivo)

Na avaliação do executivo, outro motivo para o desempenho expressivo está na redução do índice de inadimplência dos consumidores, aliada ao aumento da oferta de crédito pelas instituições financeiras.

Com base nos resultados do ano passado, a entidade reforça seu otimismo em relação aos negócios previstos para 2019. “Acreditamos que haverá um crescimento de 10,8% na produção de 2019, devendo chegar a 857.000 unidades”, diz Gazola.

De acordo com o executivo, esta expectativa está baseada nas mudanças e implantação de novas medidas na economia, que podem ocorrer com o novo governo federal, além da continuidade dos lançamentos de bicicletas de maior valor agregado pelas fabricantes do PIM.

Segundo ele, o mercado percebe e responde positivamente à melhoria contínua da tecnologia, qualidade e gama de oferta dos produtos e marcas nacionais, que têm preços mais acessíveis aos consumidores. “Com a redução do endividamento das famílias, devem ser retomadas as compras planejadas”, avalia CyroGazola.