Serviço no Amazonas tem a 3ª maior alta do Brasil

Segundo pesquisa divulgada, nesta quarta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica, o Estado cresceu 0,8% frente a junho e deve fechar o ano com um resultado positivo

Da Redação/redacao@diarioam.com.br

Manaus – O setor de serviços do Amazonas registrou o terceiro maior crescimento do País, em julho, com 0,8%, empatado com o Mato Grosso do Sul (0,8%) e atrás de Rondônia (2,0%). Dos sete primeiros meses de 2017, houve um crescimento em cinco deles. O dado é da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que estima fechar o ano em alta.

Os serviços de estética estão incluídos nos dados divulgados pelo IBGE. Foto: Eraldo Lopes

O acumulado no ano, que era de -10,8%, em janeiro, acabou sendo reduzido para -5,1%, em julho, causando expectativa positiva, mesmo ocupando a décima segunda posição. O grupo liderado, nessa comparação, pelo Mato Grosso com 4,2% de crescimento, seguido de apenas outros dois Estados: Paraná (4,0%) e Rio Grande do Norte (0,3%).

Em 12 meses, a queda do volume de serviços é de 8,4%. O resultado de julho ficou bem acima da média do País, que teve queda de 0,8%, na passagem de junho para julho.

Já em relação a julho do ano passado, o volume de serviços cresceu 5,6%, sendo o segundo melhor resultado do País, atrás apenas do Paraná (7,1%).

De acordo com o IBGE, a receita nominal do setor no Amazonas, em julho, cresceu 9,6%, sobre igual mês do ano passado, o segundo melhor resultado do País, nesse comparativo, novamente atrás do Paraná, que cresceu 21%.

No ano, a receita nominal do Estado foi de 0,8%, abaixo do 1,7% da média do País. No acumulado de 12 meses teve queda de 3,4%, bem abaixo da média do País que foi de 0,7%.

Brasil

Apesar da queda nacional, o movimento não preocupa, mas confirma que a recuperação da atividade econômica será gradual, avaliaram alguns economistas.

“Não significa que a situação está pior, assim como a alta de 0,2% do PIB (Produto Interno Bruto) no segundo trimestre não indica que o País voltou a viver no paraíso”, ponderou o economista Alexandre Espírito Santo, da Órama Investimentos, e professor do Ibmec-RJ.

Segundo o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, o setor de serviços tem recuperação mais lenta que o restante da economia por ser bastante dependente da renda – que ainda começa a se recompor -, além de mais robusto e pulverizado do que os segmentos agrícola e industrial.

“Não há como financiar um aluguel como se financia um carro, que, apesar de mobilizar um dos setores dos serviços, movimenta mais ainda a indústria de transformação”, disse Agostini, prevendo novas altas e baixas no processo de retomada do setor de serviços.



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