LGBTs devem evitar troca de afetos na Rússia

Uma cartilha para torcedores do Brasil alerta que demonstrações homoafetivas em público são proibidas por lei

Folhapress / redacao@diarioam.com.br

Moscou – O Itamaraty e o Ministério do Esporte lançaram, na quinta-feira (8), o Guia Consular do Torcedor Brasileiro que for à Copa do Mundo. Entre as várias orientações, há um alerta especial à comunidade LGBT. A recomendação é para que não haja demonstrações públicas de carinho na Rússia. Isso envolve beijar e andar de mãos dadas, por exemplo.

A cartilha lançada pelo Itamaraty e o Ministério do Esporte informa que caso a lei seja descumprida pode ter deportação (Foto: Getty Images/Divulgação)

“Não são comuns na Rússia manifestações intensas de afeto em público. Em particular, recomenda-se à comunidade LGBT evitar demonstrações homoafetivas em ambientes públicos, que podem ser consideradas ‘propagandas de relações sexuais não tradicionais feita a menores’ e enquadras em lei que prevê deportação”, diz o documento.

A lei está em vigor desde junho de 2013 e proíbe manifestações LGBT em locais públicos onde crianças possam estar presentes. Entre os banimentos estão paradas de orgulho gay e distribuição de materiais que divulguem relações entre pessoas do mesmo sexo. Uma pesquisa de 2013 do Centro Russo de Estudo de Opinião Pública apontou que 90% dos entrevistados eram favoráveis à atual legislação.

Relação sexual entre pessoas do mesmo sexo não é crime na Rússia desde 1993, mas reações homofóbicas ainda são comuns, e mais acentuadas em regiões como a Tchetchênia. Apesar desta lei, as autoridades russas e o COL (Comitê Organizador Local) afirmaram que as bandeiras de arco-íris serão permitidas em estádios e durante as Fan Fest, festas oficiais do evento.