Duda sonha deixar EUA para voltar a Manaus por carreira

Lateral-direita paulista, criada no Amazonas, mora há seis anos longe do País atuando por equipe universitária para ser profissional. Mas projeção do futebol feminino no Amazonas tem atraído jogadora

Thiago Fernando /vencer@diarioam.com.br

Manaus – Manaus ser referência no futebol feminino brasileiro já virou lugar comum e ganha destaque no exterior. Tanto que, morando há seis anos nos Estados Unidos, a jogadora paulista criada no Amazonas, Eduarda Rojo Pavão, conhecida como Duda, cogita voltar ao Estado para continuar a carreira.

Desde cedo habilidosa, a lateral-direita Duda embarcou para os EUA, aos 15 anos, para tentar realizar o sonho de ser jogadora profissional. E a atleta, que mora em Orlando, chegou à semifinal da liga universitária defendendo as cores da Universidade de Stetson. Aos 22 anos, ela busca seguir carreira no futebol após terminar o período acadêmico e pensa em jogar em uma equipe amazonense.

Morando em Orlando, atleta chegou à semifinal da liga universitária defendendo a Universidade de Stetson (Foto: Arquivo Pessoal)

“Todo mundo que gosta de futebol feminino ficou sabendo que Manaus tem futebol e um público que dá força. Com certeza, Manaus está chamando atenção do mundo. A Marta (atacante da Seleção Brasileira), mesmo nos Estados Unidos, comenta o que está acontecendo e sobre a grande quantidade de torcida”, disse.

Duda relembrou que jogadoras conhecidas no Brasil estão indo defender clubes em Manaus. “Isso é consequência do crescimento. Elas estão preferindo ir para Manaus invés de defender  times do Sudeste”, analisou.

Na última semana, o Iranduba e o 3B surpreenderam contratando jogadoras que, constantemente, vestem a camisa da Seleção Brasileira. Pelo lado do Hulk, chegaram a zagueira Renata Costa e a meia Andressinha. Já o time da Aparecida trouxe a goleira Vivi, a zagueira Rilany e a meia Thaisa Moreno.

Duda trabalha no Orlando City e no Orlando Pride, clubes que contam com os craques Kaká e Marta. E apesar de ter se destacado na última temporada, a brasileira explica que o limite de estrangeiros nos times americanos dificulta a vida das atletas que saem das universidades.

“Tivemos uma das melhores temporadas neste ano. Chegamos às semifinais e entramos na história da faculdade. Temos os recordes de jogos vencidos. Agora, estou fazendo o máximo que posso para estar preparada, caso apareça uma oportunidade. Aqui, os clubes podem ter apenas quatro atletas internacionais e escolhem as melhores do mundo, como a Marta”, citou a jogadora.

Com o foco na carreira, Duda revela que chegou a ser procurada por equipes brasileiras e pelo técnico Olavo Dantas. Ela afirmou ter vários convites para jogar o Campeonato Brasileiro e até o Amazonense.

“Mas como o meu visto ainda não venceu, ainda estou esperando terminar para depois voltar. O Olavo Dantas (ex-técnico do Iranduba) me procurou. Estou fora de casa há seis anos por causa do futebol e jogar futebol perto da minha família é um objetivo”, afirmou Duda.



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