Após goleada, Tite exalta agressividade do Brasil e retomada da alegria

O treinador apontou que, durante os 90 minutos, o Brasil tomou a bola constantemente, atuando concentrada, mesmo diante de um adversário frágil

Estadão Conteúdo / redacao@diarioam.com.br

São Paulo – Após a goleada por 5 a 0 sobre El Salvador, nesta terça-feira (11), em Washington, Tite exaltou a agressividade da seleção brasileira, algo definido por ele como o “DNA do gol”. De acordo com o técnico, a seleção “tem o DNA do gol, vertical, de agredir, de pressionar o adversário para fechar constantemente pressão alta”.

(Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

O treinador apontou que, durante os 90 minutos, o Brasil tomou a bola constantemente, atuando concentrada, mesmo diante de um adversário frágil. “Um dos aspectos que mais fiquei feliz, e atletas falaram, foi uma retomada de uma equipe que é alegre para jogar, que é agressiva para jogar e produz e desempenha independentemente do nível técnico do adversário”, disse Tite.

A goleada sobre El Salvador não surpreendeu, ainda mais que o adversário era modesto, apenas o 72º colocado no ranking da Fifa O jogo foi o segundo amistoso da seleção após a Copa do Mundo da Rússia, sendo que no primeiro a equipe havia derrotado os Estados Unidos por 2 a 0. Segundo Tite, nos dois jogos, a equipe apresentou segurança defensiva e ainda conseguir reter a posse de bola.

Richarlison, autor de dois dos cinco gols do Brasil contra El Salvador, recebeu elogios do técnico. “Vertical, agudo. Ele não tem olhar para o lado, ele tem olhar para frente”, disse Tite, sendo completado por Sylvinho, seu auxiliar técnico, que afirmou que Richarlison é um atleta que agrada pelo seu perfil e personalidade.

O técnico declarou que optou por não tirar Neymar no segundo tempo por sugestão de seu auxiliar técnico. “Planejar não é uma coisa rígida, é uma coisa versátil”, disse o técnico, que havia indicado no dia anterior a possibilidade de poupar o atacante durante o amistoso.

O jogo contra El Salvador foi uma oportunidade para Tite promover a estreia de alguns jogadores na seleção e realizar testes na equipe. Segundo o técnico, os jogadores jovens “vão adquirindo corpo e gerando confiança na medida que possam ir numa equipe que é estruturada e a comissão técnica vai tendo tempo de observação”.