Brasil muda diante do fraco El Salvador

Para encarar o modesto adversário da América Central, nesta terça, Tite resolveu experimentar seis mudanças, para verificar os rendimentos dos reservas

Estadão Conteúdo / redacao@diarioam.com.br

Washington – O segundo rival do Brasil no ciclo de preparação para a Copa do Mundo de 2022, no Catar, será uma equipe com ambições bem mais modestas do que jogar um Mundial ou conviver com salários milionários. Em Washington, nesta terça-feira (11), às 20h30 (de Manaus), os jogadores de El Salvador vão entrar em campo mais preocupados em dividir espaço com os astros brasileiros, deixando momentaneamente de lado problemas como atrasos salariais na liga local e rotina de jogos com seleções inexpressivas.

Atacante Richarlison e zagueiro Dedé são algumas das novidades na escalação (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

O encontro com o Brasil é como um oásis na agenda da seleção salvadorenha. A equipe disputa as Eliminatórias para a Copa Ouro, competição da América Central equivalente à Copa América. Até o fim do ano, os compromissos são contra os frágeis rivais Barbados e Bermuda.

No sábado, El Salvador encarou pelo torneio classificatório o arquipélago de Montserrat, território pertencente ao Reino Unido e que tem população inferior a 5 mil pessoas. Ganhou, por 2 a 1, com o gol da virada marcado nos acréscimos da disputa.

“Existe uma diferença enorme entre as duas seleções hoje. O Brasil tem jogadores nas melhores ligas do mundo. Nossa seleção tem apenas alguns atletas que atuam fora. Espero apenas que possamos fazer um papel minimamente digno”, disse ao ‘Estado’ o treinador de El Salvador, o mexicano Carlos de Los Cobos. Ex-volante, ele fez carreira no América do México e disputou a Copa de 1986.

O técnico está pela segunda vez no comando da seleção, 72ª colocada no ranking da Fifa. El Salvador tem o nome marcado no futebol por ter sofrido a maior goleada da história das Copas: 10 a 1 diante da Hungria, em 1982, na segunda e última vez em que o time disputou um Mundial. Nas duas tentativas mais recentes, a equipe não chegou à fase decisiva, o hexagonal final.

“O nível da nossa liga é muito baixo. São 12 equipes, todas com instalações precárias e estádios públicos. Os jogadores têm poucos recursos para desenvolver suas capacidades”, afirmou o mexicano.

Chance à Prova

O técnico Tite escalou seis jogadores para o segundo amistoso da Seleção Brasileira que não estavam na configuração inicial do último jogo do Brasil. O time que vai jogar contra El Salvador terá o goleiro Neto, os laterais Alex Sandro e Éder Militão, o zagueiro Dedé, o volante Arthur e o atacante Richarlison. Eles começaram no banco de reservas o jogo contra os Estados Unidos, na vitória, por 2 a 0, na última sexta-feira.

O amistoso contra El Salvador é considerado um jogo de oportunidade para alguns jogadores ganharem espaço. Tite aproveita a chance para mudar a escalação titular e realizar testes. Os amistosos nos Estados Unidos são a retomada do trabalho da Seleção Brasileira após a Copa do Mundo da Rússia.