Força do Amazonas no coletivo vale prata no Jogos Escolares da Juventude

No encerramento dos JEJ, em Brasília (DF), no domingo passado, pelos esportes coletivos, o Estado faturou três medalhas de prata pelo futsal, handebol e vôlei

Natasha Pinto / vencer@diarioam.com.br

Manaus – Assim como nos esportes individuais, o Amazonas trouxe nos esportes coletivos três medalhas de destaque nos Jogos Escolares da Juventude (JEJ), que terminou, no domingo passado (26), em Brasília (DF), o mesmo resultado obtido no ano passado. A diferença foi que, em 2016, foram conquistadas uma de ouro, uma de prata e uma de bronze e, neste ano, as três medalhas foram todas de prata no futsal, handebol e vôlei.

Jovens do Colégio Pedro Silvestre desbancaram Nilton Lins e La Salle (Foto: Mauro Neto/Sejel)

A equipe de futsal masculina, do Centro Educacional Recanto Da Criança, conquistou o vice-campeonato da segunda divisão do JEJ e garantiu uma vaga para o Estado na elite. Para o técnico Ivanildo Alves, o resultado já era esperado e o ouro só escapou por conta da quantidade de jogos em que a equipe de Minas Gerais teve e a condição física de alguns atletas amazonenses.

“A preparação foi muito grande, nós treinávamos todos os dias da semana depois da escola. Isso por oitos meses”, diz Erica Barboza, ala da equipe feminina de handebol da Escola Solon de Lucena.

“O ouro só não veio porque a equipe de Minas Gerais foi campeã com apenas quatro jogos, pois veio de uma chave de três equipes folgando um dia antes da final e nós jogamos cinco vezes sem folgar um dia. Jogamos a final com quatro jogadores lesionados. Infelizmente, Minas Gerais levou vantagem até na recuperação física de seus atletas”, disse Ivanildo.

Um dos destaques do time, Deyner Junior, 17, foi elogiado e afirmou ter recebido convites para testes em centros de futsal de Brasília (DF) e São Paulo (SP). A medalha de prata pra ele teve valor de ouro, já que teve que jogar lesionado nas finais. “O reconhecimento é uma ponte para buscarmos sempre a melhoria a cada dia, pois o futebol é a minha vida e fico feliz pelos elogios e convites que tive. Mais uma conquista sendo um momento ímpar na minha vida, mágico, aproveitando cada oportunidade em busca do meu sonho que é ser jogador”, falou o atleta, que ainda vai disputar uma final do Amazonense Sub-20 e está disputando também a competição na categoria Adulto.

Equipe feminina de handebol do Solon de Lucena venceu por um gol (Foto: Mauro Neto/Sejel)

Handebol

Depois de dois anos de treinamento, a equipe feminina de handebol da Escola Estadual Solon de Lucena garantiu com a medalha de prata o acesso à segunda divisão dos Jogos Escolares da Juventude para o Amazonas no ano que vem. Em uma partida emocionante contra Rondônia, as amazonenses venceram, por 19 a 18.

O técnico da equipe, Herisson Jennings, disse que esse longo tempo de preparação foi por conta da tradição da escola no esporte e que a última medalha da escola no JEJ foi em 2012. O objetivo do Solon de Lucena era voltar a trazer uma medalha para o Estado. “Tínhamos pretensão de conquistar alguma medalha, porque vínhamos trabalhando durante dois anos visando uma boa classificação. Eu fui terceiro lugar, em 2012, com o Solon”, relembrou.

Ainda conforme o treinador, a hegemonia do Solon no esporte foi mantida. “O mais legal foi as duas vezes com essa escola, assim mantivemos a tradição da escola, que é um berço do handebol amazonense e que já revelou vários atletas”, completou o treinador.

“Nós não esperávamos chegar à final dos JEJ, passamos de fase em primeiro lugar por conta de um set a mais que ganhamos. Foi muita superação”, diz Edson Guilherme, atleta do Pedro Silvestre.

Vice inesperado

Zebra dos Jogos Escolares do Amazonas (JEAS), que desbancou as tradicionais escolas Nilton Lins e La Salle, a equipe de vôlei masculino do Colégio Brasileiro Pedro Silvestre conquistou o segundo lugar na terceira divisão do JEJ. Mesmo não tendo condições ideais para treino, como trabalhar somente com quatro bolas, os amazonenses surpreenderam novamente com este novo resultado.

Estreando no cargo de treinadora de vôlei, Lidiane Nascimento dividiu o sucesso da equipe com o ex-treinador. “Essa foi a nossa primeira vez em uma competição nacional, eu não era a treinadora deles, era da equipe de futsal. Mas o meu antecessor teve que se mudar para outro Estado. Apesar das dificuldades, conseguimos nos unir em prol de um único objetivo e conseguimos, os meninos ficaram bastante motivados e já querem voltar aos treinos”, revelou Lidiane.

Central da equipe, Edson Guilherme afirmou que, antigamente, o time não era unido, mas que com a evolução e o desempenho no JEAS, o grupo aprendeu a trabalhar coletivamente para representar o Amazonas.



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