‘O objetivo é estar em Tóquio e inicia agora’, conta Isac Viana Santos

Fisicamente 100% recuperado, o central do Sada/Cruzeiro (MG), Isac Viana Santos, 26, jogou em Manaus pela Superliga Masculina, no sábado, e ainda sonha conseguir vaga para Olimpíada de 2020

Da Redação / redacao@diarioam.com.br

Manaus – No último sábado (2), o central da equipe do Sada/Cruzeiro (MG), Isac Viana Santos, 26, esteve em Manaus para enfrentar o Vôlei Renata (SP) pela Superliga Masculina. A temporada 2017/16 é a quinta de Isac pelo Cruzeiro, onde joga desde 2013. Detentor de vários título, ele já foi tricampeão Mundial de Clubes (2016, 2015 e 2013), tricampeão Sul-Americano (2017, 2016 e 2014) e escolhido o melhor central para da seleção do torneio. E com a camisa do Brasil faturou a medalha de prata na Liga Mundial, em 2013, e de ouro no Campeonato Mundial Juvenil, em 2009.

Pela Seleção Brasileira, Isac Viana Santos (no centro) já faturou a medalha de prata na Liga Mundial, em 2013 (Foto: Reprodução/Twitter)

Esta já é a quarta temporada que você compõe o Sada/Cruzeiro. O que mudou desde 2013 em relação ao atleta Isac?

Acho que a minha postura dentro de quadra mudou. Por chegar ao clube em uma situação diferente, vindo de um time de atletas mais jovens e chegando em uma equipe imensa, acostumada a vencer, com atletas muito experientes, cheguei um pouco receoso. Mas hoje me vejo mais seguro, mais confiante e adaptado às muitas situações, dentro e fora da quadra.

A primeira vez que você jogou em Manaus foi pela Seleção Brasileira, ainda este ano, em um jogo contra os EUA. Agora, você veio com o Cruzeiro e foi o primeiro jogo da Superliga Masculina em Manaus. Como você enxerga essa expansão no Amazonas, que ainda não tem equipes nacionalmente, mas que tem um público fiel?

Acho excelente. Acredito que onde o voleibol puder alavancar, será bom para o esporte e para quem acompanha. Tem muita gente no País que ama vôlei e que não tem a oportunidade de ir sempre ver de perto, de estar no ginásio.

Você esteve próximo da última Olimpíada, mas por conta de lesões teve que adiar este objetivo. Hoje em dia, você está 100% fisicamente e, aproveitando, qual a sua expectativa para este ciclo olímpico?

Estou 100%. Foi frustrante, mas o que aconteceu já ficou no passado e eu penso no que virá para frente. O objetivo é sim estar em Tóquio e a construção disso tem que começar agora para ganhar confiança, conquistar meu espaço novamente e estar na briga para ser um dos 12 dentro da próxima Olimpíada.

Como é sua relação com o Marcelo Mendez e, pra você, qual o grande diferencial deste técnico que também tem a fama de papa-títulos do Cruzeiro?

Tenho uma ótima relação com ele. Sempre que temos oportunidade fora de quadra, convivemos muito bem, estamos sempre em contato. O Marcelo é um grande conhecedor do voleibol e eu o admiro muito. É respeitado mundialmente e toda experiência que ele tem nessa grande carreira vale muito. E quando você tem um técnico tão grande na beira da quadra, não tem como você deixar de fazer o seu melhor sempre.

Com mais de dez anos de carreira, o que mais te marcou no vôlei durante esta caminhada e qual o melhor ensinamento do esporte para sua vida?

Acho que o ensinamento foi persistir sempre. Eu saí de um time formador de atletas e sempre trabalhei pensando em estar em uma grande equipe, ganhar títulos e isso aconteceu aqui. Ao longo dos anos fui me moldando. E acho que o mais marcante pra mim foi ver atletas como Filipe e Serginho, que já ganharam inúmeros títulos e nunca deixaram de dizer que o próximo é sempre o mais importante.

Isac, a mudança da cidade de onde você nasceu (Rio de Janeiro) para Minas Gerais foi uma adaptação difícil? O que mais sente falta da sua cidade natal e em quê os mineiros te surpreenderam?

O que mais sinto falta é da minha família. E o que me encantou, em Minas Gerais, acho que foi a receptividade. O povo mineiro me recebeu e me trata muito bem, sempre se interessou em saber se estou bem, se estou adaptado, e não só no que faço dentro de quadra.

Como atleta, de que forma encara todas essas notícias sobre operações, fraudes e investigações que envolvem o esporte, como por exemplo, a compra de votos do COB para a eleição do Rio como sede da Olimpíada de 2016?

Isso é muito negativo para o esporte brasileiro. O voleibol é um esporte muito rico, temos material humano, atletas dispostos a trabalhar para estar no pódio. Essa situação precisa mudar rápido. Falar disso abertamente ajuda para que isso acabe o mais rápido possível e o nosso esporte só tem a ganhar.

Para finalizar, gostaria que você destacasse aqui quem é o Isac fora das quadras? Seu passatempo, um hobby, e como lida com os fãs.

Sou um cara tranquilo, gosto de estar com os amigos. Em BH não tenho muitos amigos fora do vôlei, então, estou sempre com o pessoal do time quando podemos aproveitar uma folga. Acho que o meu hobby é assistir a filmes e séries. Sobre a relação com os fãs, acho que lido muito bem. Eles me tratam muito bem e tento responder da mesma forma para retribuir todo esse carinho.



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