Homem tem pernas e mãos amputadas após ser contaminado com bactéria de saliva de cachorro, nos EUA

Um homem precisou ter as mãos e as pernas amputadas após contrair uma bactéria da saliva de um cachorro. No fim de junho, o homem começou a sentir os primeiros sintomas

Da Redação / redacao@diarioam.com.br

EUA – Um homem norte-americano de 48 anos precisou ter as mãos e as pernas amputadas após contrair uma bactéria presente na saliva de um cachorro. As informações foram divulgadas no jornal “Washington Post”.

Um homem norte-americano de 48 anos precisou ter as mãos e as pernas amputadas. (Foto: Reprodução/Internet)

O micro-organismo, da espécie Capnocytophaga canimorsus, causou sepse — doença contraída por uma reação do corpo a uma infecção, antes chamada de septicemia. Sem as amputações, o homem, identificado como Greg Manteufel, poderia morrer.

No fim de junho, o homem começou a sentir os primeiros sintomas: febre, vômitos e manchas pelo corpo, como se fossem hematomas. Segundo relatou a mulher da vítima era como se ele tivesse sido atingido “por um taco de beisebol”.

De acordo com o jornal, os médicos disseram que o caso vivido pelo homem não é comum. Ela afirmou não saber qual cachorro levava a bactéria — Greg ama cães e estava com oito deles momentos antes de ficar doente. O micróbio, segundo os médicos, poderia estar em qualquer um dos bichos que lamberam o norte-americano.

A espécie Capnocytophaga canimorsus, também presente nos gatos, geralmente é transmitida pela mordida do cachorro, explica a reportagem do “Washington Post”. Normalmente, ela oferece risco maior às pessoas que sofrem de alcoolismo ou que não tem o baço — órgão localizado no abdômen — funcionando. Os sintomas aparecem rapidamente.

A literatura médica registrou, em 2016, o caso de uma mulher de 70 anos que também contraiu sepse após se contaminar com a bactéria. Segundo o artigo, publicado na revista científica “BMJ Case Reports”, o micro-organismo foi transmitido à idosa pela lambida de seu cão da raça greyhound.

De acordo com a publicação, a mulher sobreviveu após duas semanas de tratamento intensivo. Mesmo assim, os médicos que reportaram o tratamento nomearam o caso como “lambida da morte”.