Lua de Júpiter pode ter sinais de vida a 1 centímetro da superfície

De acordo com estudo, publicado na segunda-feira, na revista científica Nature Astronomy, radiação que bombardeia o corpo celeste tem efeito quase nulo, em alguns locais

Estadão Conteúdo / redacao@diarioam.com.br

São Paulo – Vestígios de vida alienígena podem estar escondidos sob a superfície de Europa — uma das luas de Júpiter —, a apenas um centímetro de profundidade. A conclusão é de um novo estudo conduzido por cientistas da Nasa e publicado nesta segunda-feira, 23, na revista científica Nature Astronomy.

Europa conta com um vasto oceano de água líquida sob sua crosta congelada (Foto: Divulgação/Nasa)

Há muitos anos, os cientistas acreditam que Europa, por conta do vasto oceano de água líquida sob sua crosta congelada, é o local mais promissor para a descoberta de vida extraterrestre no Sistema Solar. Mas, na prática, a busca por esses vestígios de vida parecia inviável, porque Europa recebe, constantemente, um violento bombardeio de radiação que destruiria todas as amostras orgânicas que não estivessem nas profundezas. Para encontrar esses sinais de vida, seria preciso enviar uma nave capaz de realizar escavações profundas na impenetrável superfície congelada de Europa.

No novo estudo, porém, os cientistas fizeram um mapeamento completo da radiação que bombardeia Europa e concluíram que, nas altas latitudes da lua, ela penetra, no máximo, um centímetro. Segundo os autores do estudo, a descoberta é fundamental para determinar o local onde valeria à pena, no futuro, enviar um veículo de pouso para buscar amostras orgânicas preservadas na lua joviana.