Amazônia em contos e poemas

‘A Imortalidade Amazônica’ reúne 30 textos que evidenciam a beleza da região. Obra será lançada na sexta-feira, 29, às 19h, na Academia Amazonense de Letras, no Centro. Entrada é gratuita

Gabriel Machado/plus@diarioam.com.br

Manaus  – Contos, textos e poemas que evidenciam a Amazônia compõem a antologia ‘A Imortalidade Amazônica’, da editora Porto de Lenha. Com um total de 30 autores, locais e internacionais, a obra será lançada na sexta-feira, 29, a partir das 19h, na Academia Amazonense de Letras (Rua Ramos Ferreira, nº 1.003, Centro de Manaus). A entrada é gratuita.

Livro conta com trabalhos de escritores locais e internacionais (Foto:Divulgação)

Organizada por Franciná Lira e Paulo Queiroz, presidente da Associação Brasileira de Escritores e Poetas Pan-Amazônicos (ABEPPA), a antologia levou cerca de um ano para ser concluída. ‘A Imortalidade Amazônica’ é a primeira obra concebida pela associação, que possui, apenas, dois anos de existência.

“É uma satisfação tripla, para mim. A editora (Porto de Lenha) me convidou para integrar o projeto e, desde o início, tenho acompanhado a sua concepção. É um marco para a ABEPPA”, disse a diretora de eventos da associação e organizadora e escritora da antologia, Franciná Lira.

Ela integra o time de autores de ‘A Imortalidade Amazônica’ com cinco poemas. Um deles, intitulado ‘Canoas’, foi inspirado em uma enchente que atingiu o município de Anamã, a 160 quilômetros da capital amazonense.

“O episódio aconteceu há alguns anos. Na época, Anamã ficou praticamente submersa e eu e uns amigos fomos ajudar os moradores e fazer algumas doações. Fiquei uns dois dias, no município, e tinha que trafegar em canoas, pois o rio cobria as ruas”, contou ela.

Incentivo

Dentre os 30 autores que fizeram parte da antologia ‘A Imortalidade Amazônica’, 28 são locais e dois, internacionais – de Portugal e da Espanha. Ao todo, o grupo precisou entrar com uma verba de, aproximadamente, R$ 12 mil reais para publicar a obra.

“É muito difícil lançar um livro sozinho, aqui. Quando junta um grupo, fica mais fácil”, frisou Franciná Lira.

A ideia é que, com os anos, esse cenário mude. “A ABEPPA busca chamar e agregar pessoas que gostam de ler e escrever. É um trabalho de ‘formiguinha’, mas estamos, aos poucos, sensibilizando as pessoas”, destacou a escritora.

Troca de experiências

A vantagem de unir um grupo para publicar um livro não é somente a questão financeira. De acordo com Franciná, a troca de experiência entre os autores é, também, bastante positiva. “Cada autor possui o seu estilo literário e a sua maneira de expor os seus sentimentos. Como passamos muito tempo juntos, acaba que rola essa troca de experiências, que é muito engrandecedora”.



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