Atendimentos em banco comunitário de Manaus quadruplicam em três anos

O Banco Comunitário Mauá, que funciona no bairro Mauazinho, na zona leste da cidade, tem finalidade social, moeda própria e características diferentes das companhias tradicionais

Da Redação / redacao@diarioam.com.br

Manaus – O banco Comunitário Mauá quadriplicou o atendimento mensal nos últimos três anos, saindo de mil, quando foi inaugurado em 2015, para quatro mil neste ano, segundo informou a Prefeitura de Manaus. O banco, que funciona no bairro Mauazinho, na zona leste da cidade, tem finalidade social, moeda própria e características diferentes das companhias tradicionais.

O Banco Comunitário Mauá, que funciona no bairro Mauazinho, na zona leste da cidade, tem finalidade social, moeda própria e características diferentes das companhias tradicionais. (Foto: Semtrad)

“Há períodos em que chegamos a atender cerca de 200 pessoas por dia”, explica o coordenador do banco e presidente da Associação Beneficente Social Violeta, responsável pelo banco, Sidemar Rodrigues dos Santos.

Os bancos comunitários são serviços financeiros de natureza associativa e comunitária, voltados para a geração de trabalho e renda, em áreas carentes, e com o objetivo de desenvolver a economia local.

Em 2015, com o princípio da Economia Solidária, o prefeito Arthur Virgílio Neto destinou pessoas, imóveis e mobiliários para dar início ao Banco Comunitário, que hoje está consolidado em Manaus. A Secretaria Municipal do Trabalho, Emprego e Desenvolvimento (Semtrad) acompanhou o processo.

“Os bancos comunitários se alinham à diretriz da Semtrad de fomentar as redes locais de produção e consumo, apoiando as iniciativas de economia solidária”, explica a secretária da Semtrad, Ananda Carvalho. Segundo a secretária, o projeto trouxe resultados e, no ano passado, foi reconhecido como Tecnologia Social pela Fundação Banco do Brasil.

O diretor de Economia Solidária da Semtrad, Virgílio Melo, que esteve desde o início da implantação do Banco Mauá, avalia que a iniciativa tem beneficiado a comunidade com economia. “Antes os moradores tinham de se deslocar para áreas distantes para terem acesso aos serviços bancários. Isso dispendia tempo e dinheiro. Com o banco comunitário, hoje eles têm acesso a diversos serviços dentro da própria comunidade”, afirma Melo.

Dentre os serviços oferecidos, estão recarga de cartão Passa Fácil e pagamentos diversos, incluindo recebimentos do Bolsa Família. A credibilidade do Banco Mauá também permitiu que se agregasse outros projetos sociais, como o ‘Ação Mais 5’, que será mantido pela Petrobras.

O Banco Mauá tem o selo da Caixa Econômica Federal (Caixa) e está em processo de transição para implantar o e-dinheiro, um aplicativo que pode ser utilizado via aparelho celular com internet. A ideia é que o processo passe a ser todo digital.

Com o e-dinheiro, que ainda está em fase de negociação para que não tenha taxas altas para os moradores, o dinheiro volta a circular dentro da própria comunidade, estimulando o consumo local, gerando mais emprego e renda.

“Nossa finalidade é social e, por isso, estamos discutindo para que o cidadão não precise pagar taxas semelhantes aos dos cartões de crédito”, afirma Sidemar Santos.

Facilidades ao trabalhador

Moradores que utilizam o banco elogiam a estrutura e economia de tempo. “Foi a melhor coisa que já inventaram aqui no Mauazinho”, disse o trabalhador autônomo Jamilson Figueiredo Maciel, 55. Morador do bairro desde 1986, Jamilson afirma que o banco tem sido melhor que outras agências. “Não dá para comparar com os outros: é climatizado, o atendimento é ótimo e superrápido”, avalia.

Outra moradora que elogia o Banco Comunitário Mauá é a industriária Regina do Socorro Azevedo Medeiros, 50. “Agora não precisamos mais ir pra longe. Tudo funciona aqui. Isto é muito bom pra gente e para o bairro”, diz Regina, moradora há mais de 20 anos do Mauazinho.