Dilma recebe convidados para sessão de filme sobre a ditadura

A psicóloga Vera Paiva, filha do ex-deputado Rubens Paiva, morto sob tortura, mas considerado desaparecido pela ditadura militar, também participou da sessão.

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff promoveu na noite de hoje (18),no Palácio da Alvorada, sessão do filme O Dia que Durou 21 Anos, de Camilo Tavares. O documentário retrata as ligações do governo dos Estados Unidos com autoridades brasileiras e estrangeiras nos anos que antecederam o golpe militar de 1964, a fim de o viabilizar.

Participaram da sessão os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, do Planejamento, Miriam Belchior, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, da Comunicação Social, Helena Chagas, do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, além do diretor do filme, Camilo Tavares, e da produtora, Karla Ladeia.

Também estiveram presentes o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia; o jornalista Franklin Martins, que foi ministro da Comunicação no governo Lula.

O jornalista Flávio Tavares, pai do diretor do filme e um dos presos políticos que participaram de ações armadas contra o regime militar, foi convidado para o evento, mas não comparecereu por motivos de saúde.

Esta não é a primeira vez que Dilma promove sessão de cinema no Palácio da Alvorada. Os filmes O Palhaço, de Selton Mello, e É Proibido Fumar, de Anna Muylaert, foram exibidos na residência oficial da Presidência da República. 

A psicóloga Vera Paiva, filha do ex-deputado Rubens Paiva, morto sob tortura, mas considerado desaparecido pela ditadura militar, também participou da sessão. Ela disse que ficou contente com o convite da presidenta. Vera ressaltou a importância do filme “pelo contexto da história que temos que recuperar para que ela não se repita”. “E ela tem se repetido”, disse, referindo-se ao caso do pedreiro Amarildo.

Lançado em março deste ano, o longa-metragem mostra, por meio de gravações e documentos que durante 46 anos foram considerados sigilosos, os bastidores da participação dos Estados Unidos no golpe, por meio de influência dos presidentes John Kennedy e Lyndon Johnson e dos embaixadores norte-americanos no Brasil.



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