Em três meses, 125 estrangeiros recebem autorização para trabalhar no Amazonas

Retomada do crescimento econômico no primeiro trimestre deste ano provocou uma entrada considerável de trabalhadores de fora do Brasil.

A retomada do crescimento econômico no primeiro trimestre deste ano provocou uma entrada ‘considerável’ de estrangeiros no mercado de trabalho amazonense. De janeiro a março deste ano 125 estrangeiros receberam autorização para trabalhar no Amazonas, o número representa 22% do total de concessões do ano anterior, que registrou 568 autorizações, mas bem abaixo do registrado em 2008, quando 975 estrangeiros tiveram liberação para trabalhar no Estado. 

De acordo com levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), no Brasil, foram registrados 11.530 autorizações de estrangeiros para trabalhar no País, um aumento de 16% em relação a igual período do ano passado. Norte-americanos, britânicos e filipinos estão no topo das autorizações. 

Nos últimos cinco anos, os japoneses são os que mais obtiveram autorização no Amazonas, seguido dos chineses. No primeiro trimestre deste ano, dos 125 trabalhadores estrangeiros legais, 75 são japoneses e 12 são chineses. “Tem aumentado o número de empresas japonesas aqui, já são quase 40, e eles vêm para dar suporte”, explicou o vice-cônsul do Japão, Hiroaki Aizawa. 

Conforme o chefe da seção de Relações do trabalho, da Superintendência Regional do Trabalho (SRT), Francisco das Chagas Oliveira, a maior parte desses trabalhadores vem com autorização provisória para atuar nas fábricas do Polo Industrial de Manaus como consultor, intérprete, gerente e ministrante de cursos e palestras. A maioria permanece até um ano no Estado. 

Ainda segundo ele, a queda de vistos de trabalhadores estrangeiros no mercado local em 2009, deve-se em função dos abalos da crise financeira mundial que, em Manaus, forçou a demissão de mais 28 mil trabalhadores. 

O superintendente da Polícia Federal no Amazonas (PF/AM), Sérgio Fontes, não soube informar a quantidade de trabalhadores estrangeiros flagrados irregulares. Segundo ele, é possível, mas não é provável que as empresas estejam contratando estrangeiros que estão irregulares no País. “A cada dez legais, pode ter um ilegal”, estimou Fontes.