Esquerda não chega a acordo para a eleição

Coligação entre PSTU, PSOL e PCB dificilmente vai acontecer no Amazonas. O mais provável é que cada um dos partidos lance um candidato ao governo do Estado.

A hipótese de coligação entre PSTU, PSOL e PCB nas próximas eleições está ameaçada pela possibilidade de cada legenda lançar candidatura própria. O pré-candidato ao governo do Estado pelo Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU), Herbert Amazonas disse, nesta segunda-feira (17), que está aberto ao diálogo com os outros partidos, mas não cogita sua retirada. “Acho que seria bom formar uma frente única socialista, mas eu serei o candidato ao governo, isso está definido”.

Já o presidente do diretório regional do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Gerson Gonçalves de Medeiros, acredita no palanque único, mas ressalta que seu partido tem ao menos três nomes com potencial para o cargo de governador. “O PSTU lançou sua pré-candidatura, mas isso não significa que não possa ser revisto. O PSOL também tem bons representantes”. O partido deve decidir no próximo sábado quais serão os pré-candidatos ao governo. 

Para o presidente estadual do Partido Comunista Brasileiro (PCB), Luiz Navarro, a coligação entre as três legendas é impossível. Ele destaca que os todos os partidos tem candidatos próprios tanto para a presidência quanto para o governo estadual. “Vai ser muito difícil um entendimento, porque o PSTU já decidiu seu candidato, sem democracia nenhuma”. Navarro viaja no início de junho para Brasília, onde discute com a executiva nacional do PCB quem será o candidato ao governo no Amazonas. “Temos alguns nomes, como o da professora Selma Silva”, finalizou.