Faculdades do Amazonas têm desempenho ruim

Dois centros universitários não poderão ampliar o número de vagas e de cursos e uma faculdade será visitada pelos técnicos do ministério.

Brasília – Das 20 instituições de ensino superior no Amazonas avaliadas pelo Ministério da Educação, 60% obtiveram notas insatisfatórias no Índice Geral de Cursos (IGC) de 2009 e correm o risco de fechamento. Dois centros universitários não poderão ampliar o número de vagas e de cursos e uma faculdade será visitada pelos técnicos do ministério.

O IGC mede a qualidade das instituições de Ensino Superior tomando como base a nota dos alunos no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) e outros sete indicadores como o nível de formação dos professores, infraestrutura e organização, numa escala de 1 a 5.

Apenas a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que estreou em 2009 com a avaliação de quatro cursos no Enade, alcançou nota 4, o melhor índice entre  as instituições do Amazonas avaliadas pelo MEC.
Dez instituições no Estado obtiveram conceito 2 e sete alcançaram nota 3, como a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), que manteve o desempenho, mas vem piorando  a qualidade contínua desde 2007. A Ufam saiu de 280 para 265, enquanto a UEA começou com o melhor IGC entre todas as instituições avaliadas em 2009, com nota 320.

A pior nota foi da Faculdade de Odontologia de Manaus, com índice 1, que ficou entre as 12 do País com pior conceito e deverão  receber visita dos técnicos do MEC. De acordo com o ministério, seus responsáveis terão que assinar termos de ajustes com prazo para promover as melhorias indicadas, sob pena de descredenciamento.

O Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas (Ciesa) e Centro Universitário Luterano de Manaus (Ceulm/Ulbra ) estão entre as 15 instituições que foram proibidas de ampliar vagas e cursos por terem obtido notas insatisfatórias nas últimas avaliações. A Ulbra caiu de 209 para 161 e o Ciesa, de 185 para 180.
Em 2009, o Ciesa e Ulbra obtiveram nota 2, mas pioraram os índices contínuos desde 2007. Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, elas perdem a autonomia e caem na escala para obter a condição de faculdade.

Para chegar ao IGC dos cursos de graduação, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao MEC, utiliza o Conceito Preliminar de Custos (CPC), que é uma média de diferentes medidas da qualidade de um curso.

Melhorias

Entre as instituições do Amazonas que melhoraram o desempenho contínuo, estão a Faculdade Metropolitana de Manaus (Fametro), que saiu de 174 para 236, o maior crescimento entre as particulares, e a  UniNilton Lins, que saiu de 203, em 2007, para 212 na última avaliação.

Dos 37 cursos da Ufam avaliados, Ciências Sociais alcançou o melhor CPC (3,6) e Biblioteconomia, o menor (1,3). Entre as particulares, a pior nota foi do curso de Tecnologia em Gastronomia, do Ciesa, com 0,790535808, seguido de Odontologia, da Faculdade de Odontologia de Manaus, com 0,837315023.
Única a ter alcançado nota 4 em 2004, A Faculdade La Salle, além de ter baixado o IGC para 3, também caiu na continuidade, de 297 para 219, em 2009.