Homem pede cocaína para não explodir a própria casa em Manaus

Durante as duas horas de negociação com a polícia, Paulo Ribeiro pediu 500 gramas de cocaína, mas acabou desistindo e sendo levado ao Centro Psiquiátrico Eduardo Ribeiro.

Manaus – O segurança Paulo Ribeiro, 26, ameaçou explodir a casa onde mora, com uma botija de gás e isqueiro na manhã desta quarta-feira (12), na Rua Marivaldo Pereira, bairro São Lázaro, zona oeste de Manaus. A ‘confusão’ começou por volta das 5h da manhã, e a Polícia Militar (PM) conseguiu fazer a negociação com o homem às 10h30. Um dos pedidos de Paulo, que sofre de problemas psicológicos, foram 500 gramas de cocaína, mas ele não foi atendido e desistiu de detonar a própria residência.

De acordo com o tio, Sebastião Ribeiro Castello Branco, 59, Paulo foi deixado pela mulher na cidade onde morava, em Rio Branco(AC), há três meses, e resolveu vir para Manaus para tentar esquecê-la. Ele ressaltou ainda que o segurança tem problemas com drogas desde a infância. “Ele começou a cheirar cola com nove anos e parou aos 14, mas ficou com seqüelas e proibido de consumir bebida alcoólica”, contou.

Segundo Sebastião, Paulo havia tomado cerveja na última segunda-feira, e esqueceu de tomar o remédio controlado. “Desde segunda ele começou a surtar. Brigou com os irmãos e com a mãe, que mora aqui próximo”, comentou. Após o primeiro surto (na segunda-feira), Paulo foi levado para o Centro Psiquiátrico Eduardo Ribeiro, mas a mãe dele, com pena, resolveu retirá-lo do hospital.

Paulo mora com mais dois irmãos em uma quitinete, mas estava sozinho quando ameaçou explodir o local. Durante a negociação, a energia elétrica da área foi cortada para evitar que o rapaz tentasse ligar algum tipo de equipamento. Uma barreira de isolamento também foi feita pelo Corpo de Bombeiros e PM, para evitar maiores danos aos vizinhos.

Após ter cedido a negociação, Paulo foi levado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Centro Psiquiátrico Eduardo Ribeiro. O responsável pela operação, tenente-coronel Antônio Escóssio, informou que em casos como esses, os parentes devem acionar rapidamente a polícia. “É preciso nos informar, pois somos treinados a fazer esse tipo de negociação. Sempre tentamos fazer com que a pessoa mantenha a calma para podermos ter controle da situação de risco”, disse.