Manaus concentra 91% dos empregos, revela pesquisa do Caged

No primeiro quadrimestre do ano, a capital respondeu por 91,5% do saldo de 17,5 mil empregos formais, a diferença entre o resultado das demissões e das contratações.

Manaus – O crescimento da atividade econômica com reflexo no aumento da oferta de emprego mantém-se concentrado em Manaus, ampliando as desigualdades no Estado. No primeiro quadrimestre do ano, a capital respondeu por 91,5% do saldo de 17,5 mil empregos formais, a diferença entre o resultado das demissões e das contratações.  

No mês passado, o Amazonas  registrou o melhor desempenho do emprego com carteira assinada da Região Norte, com a geração de 4,3 mil postos, uma variação positiva de 1,07%. Foi o segundo Estado do País a obter saldo recorde para o mês de abril, e Manaus foi responsável por  3,3 mil postos, segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados na semana passada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Com uma população de 102 mil habitantes, segundo os dados mais recentes colhidos no Censo 2010, Parintins registrou saldo de 310 vagas formais no acumulado do ano, equivalente a uma oferta de emprego para apenas 0,3% da população.

Em Itacoatiara, o segundo maior município em população, com 86,8 mil pessoas,  675 trabalhadores conseguiram emprego em abril, representando 1% dos habitantes. Em Manacapuru, que possui 85,1 mil moradores, o Caged apontou que ocorreu saldo de 178 vagas, ou 0,2% do total de habitantes.  

A concentração do emprego na capital  é disseminada, com destaque para o Polo Industrial de Manaus (PIM). No primeiro quadrimestre do ano, a indústria de transformação abriu 8,2 mil vagas, metade no segmento de materiais elétricos e de comunicações.

Riquezas

A disparidade da economia local é acompanhada na série histórica do Produto Interno Bruto (PIB), que mede a geração de riquezas. O Amazonas é o Estado mais dependente de sua capital, que responde por mais de 80% do PIB estadual, segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os cinco maiores municípios do Amazonas são responsáveis por 88,1% do PIB do Estado, que apresenta a maior concentração de renda do País, com Amapá (87,6%) e Roraima (85,4%) a seguir. No outro extremo, Santa Catarina (35,5%), Rio Grande do Sul (36,0%) e Minas Gerais (36,7%) tinham as menores concentrações, de acordo com os últimos dados do PIB regional do IBGE, referentes a 2008.

Naquele ano, o PIB de Manaus cresceu 10,8% em relação ao ano anterior, atingindo R$ 38,1 bilhão, transformando-se no sexto maior PIB entre as capitais do País. O montante equivale a 83% das riquezas geradas em todo o Amazonas, que somaram R$ 46 bilhões.