Ministério autoriza transplante de rim no Estado, diz Susam

De acordo com a Susam, o procedimento passará a ser realizado no Hospital e Pronto-Socorro da Zona Norte

Da redação / redacao@diarioam.com.br

Manaus – O Ministério da Saúde (MS) autorizou o Amazonas a retomar os transplantes de rim no Estado. A informação é da Secretaria de Estado de Saúde (Susam). De acordo com a Susam, o procedimento passará a ser realizado no Hospital e Pronto-Socorro da Zona Norte (HPS Zona Norte), em Manaus.

MS autorizou o cadastro imediato da equipe de transplantadores. (Foto: Valdo Leão/Secom Divulgação)

O Amazonas já realiza, segundo a Susam, transplante de córnea e, desde outubro de 2017, vem trabalhando para retomar os transplantes de rim e de fígado, que foram interrompidos no início do mesmo ano, além do de coração.

De acordo com a Susam, foi assegurado pelo MS as garantias que faltavam para que o Estado possa retomar os procedimentos e tornar-se referência neste tipo de cirurgia na região Norte. Entre as medidas asseguradas está a contratação imediata, com recursos pagos pelo MS, de tutoria especializada para o serviço de transplante de rim, no HPS Zona Norte. Ainda de acordo com a Sudam, o MS também autorizou o cadastro imediato da equipe de profissionais transplantadores no Estado e a implantação do serviço ambulatorial na unidade.

“São os passos que estavam faltando para que pudéssemos retomar o programa de transplante e avançarmos. Além de rim e de fígado, procedimentos que foram paralisados há um ano e meio, estamos nos credenciando para fazer transplante de coração ano que vem. Precisávamos criar as condições para que isso pudesse voltar a acontecer e, agora, estamos tendo a garantia do suporte necessário do Ministério da Saúde”, explicou o secretário da Susam, Francisco Deodato.

Segundo a coordenadora da Central de Transplantes do Amazonas, Leny Passos, a equipe local de profissionais já está formada para iniciar o serviço ambulatorial no HPS Zona Norte. “Vamos iniciar nos próximos dias o ambulatório, com a avaliação dos pacientes que já têm doador, para atualizar os exames e prepará-los para o transplante de rim”, disse a coordenadora.