OAB recebe explicações sobre falhas do Enem e aconselha serenidade aos estudantes

A quantidade de alunos prejudicados por falhas no Enem, segundo ele, ainda está sendo medida pelo ministério, mas assegurou que é inferior a 2 mil, número estimado anteriormente.

Brasília – Após participar, na manhã desta terça, 9 de novembro, de audiência na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que quis dar tranquilidade a todos que estão preocupados com a reaplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) aos candidatos prejudicados por falhas no certame do último fim de semana.

Ele lembrou que, no ano passado, o ministério chegou a reaplicar a prova do Enem para quase 8 mil estudantes do Espírito Santo em virtude das fortes chuvas que causaram inundações no estado. Todos os candidatos afetados, segundo ele, tiveram as correções divulgadas na mesma data que os demais e com a mesma confiabilidade técnica.

“É um assunto novo para o Judiciário. Pedi ao presidente da OAB que considerasse abrir a Ordem para receber essas informações e ter a segurança de que estamos atualizando o sistema educacional brasileiro”, disse.

Sobre a possibilidade de anulação total do exame, Haddad afirmou que não há razão para que as provas sejam reaplicadas a todos os candidatos. “Não há necessidade, como não houve no ano passado”, afirmou.

A quantidade de alunos prejudicados por falhas no Enem, segundo ele, ainda está sendo medida pelo ministério, mas assegurou que é inferior a 2 mil, número estimado anteriormente. Os problemas só foram observados entre os estudantes que receberam a prova amarela.

Para o presidente da OAB, Ophir Cavalcante, o momento é de serenidade, equilíbrio e firmeza nas decisões. “Não estamos aqui para crucificar o MEC, o Inep [Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais] e, muito menos, para prejudicar os alunos”, afirmou.

De acordo com Cavalcante, é necessário respeitar Constituição e que seja resguardado o princípio da igualdade entre os candidatos. O aluno que fez a prova e não teve problema algum e o que enfrentou algum tipo de problema, segundo ele, têm que fazer um exame “de idêntico calibre.”

“Isso será resolvido nos próximos dias. O que queremos aconselhar aos candidatos e à sociedade é para ter calma neste momento. Não precisamos adotar decisões precipitadas. São mais de 3 milhões de pessoas envolvidas nisso. Se tiver que anular a prova, será anulada. Se não for necessário, não tem porque fazer apologia do caos”.