Policiais do Amazonas fazem manifestação em frente à Arena Amadeu Teixeira

O presidente da Apeam, Platiny Soares, informou que o protesto da noite deste domingo (27) é o início da paralisação da categoria, que reivindica melhorias de trabalho.

Manaus – Aproximadamente mil policiais militares do Amazonas, segundo a Associação dos Praças do Estado do Amazonas (Apeam), realizam, na noite deste domingo (27), uma manifestação no entorno da Arena Amadeu Teixeira, que tem acessos pela Avenida Constantino Nery e Rua Loris Cordovil, no Alvorada, zona centro-oeste de Manaus. O protesto acontece três horas após o secretário de Segurança Pública do Amazonas (SSP) descartar greve geral.

O presidente da Apeam, Platiny Soares, informou que o protesto desta noite é o início da paralisação da categoria, que reivindica melhorias de trabalho, assim como aumento no salário, auxílio alimentação e adicional noturno. “A manifestação não tem liderança, mas a associação está apoiando por que é obrigação da entidade dar assistência aos associados que aderiram ao movimento. Todas as Cicoms (Companhias Interativas Comunitárias) estão com representatividade neste protesto”, afirmou. “Nenhum representante do governo entrou em contato conosco para iniciar uma conversa”, diz Platiny.

No movimento, estão policiais fardados e outros com camisas do movimento grevista. Os manifestantes estão concentrados com faixas e cartazes, além de carros de som e fogos de artifícios. Noves viaturas da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam), cinco carros e várias motos do Ronda do Bairro, além de ônibus, estão estacionados em frente à Arena.

O diretor jurídico da Apem, o soldado da 12ª Cicom Gerson Feitosa, afirmou que os policiais grevistas permanecerão no local até receberem um convite do governador José Melo para abrir um diálogo. Segundo ele, espera-se também nessa reunião representantes do Comando de Policiamento Metropolitano (CPM), Especializado (CPE) e de Interior (CPI). 

“Todas as associações negaram apoio ao movimento. Na manhã de segunda, esperamos uma reunião com o governador onde iremos levar uma frente de todas as reivindicações. Esse movimento não começou dentro de uma associação e sim da insatisfação nas tropas. Não temos um código de ética e precisamos cumprir tudo que é serviço. Isso não é certo”, ressaltou.

“Os praças do CPE, Rocam, Choque, COE, Força Tática estão mobilizados e não irão comparecer ao trabalho a partir desta segunda. 100% da polícia não vai atuar, somente as áreas administrativas”, alertou.

Jociney Souza, praça da 16º Cicom, informou que todos os colegas policiais da 16º Cicom também aderiram a greve. Segundo ele, entre as reivindicações, a mais importante é a criação de uma lei para valorizar carreira da Polícia Militar. “Soldado entra e não sabe quando vai receber uma promoção. Além da lei, é preciso a formação de um código de ética. Também estamos pedindo a adoção do sistema 1×2 (um por dois), ou seja, a cada um dia inteiro trabalhado, segue-se outro dois dias, necessariamente de descanso”, pediu.

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