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RSSPartidos no Amazonas evitam candidato próprio
O lançamento de uma candidatura própria para prefeito de Manaus, segundo alguns líderes, esbarra na falta de peso político, de nomes adequados ou até na história recente do partido.
Manaus - Os dirigentes rechaçam o título de ‘coadjuvantes’ ou ‘escorões’, proclamam independência, dizem ter expectativas para o futuro, mas acabam confirmando: na briga pela prefeitura do mais rico município do Amazonas, eles vão apoiar o nome de outro partido.
O lançamento de uma candidatura própria para prefeito de Manaus, segundo alguns líderes, esbarra na falta de peso político, de nomes adequados ou até na história recente do partido.
Com 2.035 filiados, conforme dados de 2010 do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), o PTN é um dos partidos que optou por não lançar candidatura majoritária em Manaus. O presidente regional da sigla, deputado estadual Abdala Fraxe, descarta que a sigla desempenhe um papel secundário nas eleições.
De acordo com o deputado, o PTN vai sair com 60 candidatos a vereador de Manaus e lista seis municípios onde a legenda vai disputar o Executivo, entre os mais importantes estão Presidente Figueiredo, Manicoré e Humaitá.
Abdala concorda que a falta de poder político impede que o partido lidere uma candidatura na capital este ano. “Não temos nomes, mas se conseguirmos ganhar espaço nas próximas eleições, vamos poder lançar um candidato”, disse.
De acordo com o deputado, o PTN ainda está definindo apoios em alianças. Já o presidente municipal da sigla, vereador Eloi Abreu, ressalta que o partido tem uma história relativamente nova no Amazonas.
Independente
O presidente regional do PCdoB, Edilon Queiroz, nega aguardar a decisão de outras siglas para se posicionar na disputa eleitoral de 2012, ainda assim, ele não esconde a vontade de reeditar a “coligação vitoriosa” que o PCdoB fechou, em 2010, com o PMDB, do senador Eduardo Braga, e com o partido do governador Omar Aziz, atualmente no PSD.
O PCdoB é a legenda com maior número de filiados no Amazonas, apenas em Manaus são 9.535 membros. “Nós somos um partido independente, que nunca precisou esperar pelos outros (...) O partido nunca foi coadjuvante, se fosse nunca teria lançado Eron Bezerra na Câmara nem Vanessa Grazziottin no Senado”, diz o dirigente, ao relatar que o PCdoB aprovou uma resolução municipal para lançar uma candidatura própria na capital.
Para Queiroz, nada está definido internamento. “Vamos colocar nossos nomes onde temos possibilidades reais de disputa”. Ele diz que o partido está preparando um projeto eleitoral para 2012, onde prevê a articulação até o mês de junho.
Falta peso
Quem também não pensa em candidatura majoritária em Manaus é o PSL, sob a ordem do vereador Massami Miki, presidente regional da sigla. Segundo ele, o partido ainda “não tem quadro nem nomes de peso”.
O parlamentar não concorda com o título de ‘partido coadjuvante’. Ele alega que o PSL está numa “situação mediana”, mas sempre tem espaço garantido entre os ‘grandes’ do Amazonas. Miki fala que o PSL está aberto a coligações, ressaltando manter conversas com PP, PMDB, PTC e PT.
Preguiça
Situação mais embaraçosa viveu o PT - segundo partido com mais filiados do Amazonas e cuja sigla elegeu a presidente Dilma Rousseff.
Diante de uma briga interna na legenda para decidir se a sigla lança ou não candidato à Prefeitura de Manaus, o analista político e articulista do PT Milton Pomar veio a Manaus e avaliou que a tendência da legenda na capital é não lançar candidato próprio “por preguiça”. “Um partido político do porte do PT (...) nunca poderia se dar ao luxo de priorizar alianças”, disse.
Em novembro, o PT municipal aprovou uma resolução onde oficializava buscar aliança com partidos aliados ao governo Dilma. Após confrontos com membros que apóiam a ideia da candidatura majoritária, o partido vai deixar os filiados escolherem, em votação, qual será o destino do PT em Manaus. O presidente municipal da legenda, Valdemir Santana, não foi encontrado para comentar o caso.
“Aproveitadores”
Para o presidente do PCB, Luiz Navarro, a possível ‘falta de peso político’ não é justificativa para evitar a candidatura majoritária e se acomodar em coligações. “Esses partidos que nunca lançam candidatos foram criados para negociar uma posição”, ataca.
Em 2010, Navarro foi candidato ao governo em uma chapa que o PCB saiu sozinho. A sigla levou 5.726 votos, ficando em quarto lugar.
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