Trabalhador perde quase 100% do FGTS com correção abaixo da inflação

Desde 1999, o dinheiro depositado no fundo é corrigido pela TR e não pela variação da inflação.

Manaus – Um trabalhador que tinha R$ 1 mil na conta do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), no ano de 1999, hoje tem apenas R$ 1.340,47, por causa das taxas de reajustes aplicadas com base na variação da Taxa Referencial (TR). Se os cálculos fossem feitos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), o mesmo trabalhador deveria ter na conta R$ 2.586,44.

“Estamos trabalhando essa tese, na qual se reivindica a reposição das perdas devido a correção errônea pela TR, aplicada sobre o FGTS, os cálculos corretos indicam que a mesma conta deveria ter a correção pelo INPC, que normalmente é maior, com isso a defasagem chega à 88,3%”, afirma o advogado previdenciário, Guilherme de Carvalho, presidente da G Carvalho Sociedade de Advogados.

“Esta correção é cabível para todos que tem ou tiveram conta no FGTS, ou seja, foram registrados pela CLT. A correção que se pede é desde 1999 até os dias atuais. Aqueles que já sacaram o valor em algum período depois de 1999 também terão direito, mas a um percentual menor, até o saque somente”, conta Guilherme de Carvalho.

Aqueles que têm parentes falecidos que tinham conta do FGTS também podem pedir a correção. Há possibilidade também de ingresso de ações coletivas para economia processual, com até dez ou 20 autores por ação.