Confira medidas simples para se prevenir das ISTs neste Carnaval

Até o Carnaval passado chamado do DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis), agora passa a se chamar Infecções Sexualmente Transmissíveis

Com informações da assessoria / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Aquela paquera despretensiosa durante o Carnaval, sempre pode terminar em momentos mais íntimos. E nada melhor do que se prevenir das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Vírus, bactérias e microorganismos são os maiores causadores das ISTs.

A transmissão pode ocorrer, principalmente, meio do contato sexual (oral, vaginal, anal) sem o uso do preservativo, caso a pessoa seja portadora de alguma infecção. Com a chegada do Carnaval, o número de contaminações aumenta e medidas simples podem prevenir essas doenças.

“A terminologia Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) foi alterada em substituição a expressão Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) e isso destaca a possibilidade de uma pessoa ter e transmitir uma infecção, mesmo sem sinais e sintomas”, explica o infectologista e consultor médico do Sabin, Marcelo Cordeiro.

A prática de sexo seguro é a melhor maneira de prevenir as infecções. Dados do Ministério da Saúde apontam que, atualmente, 830 mil pessoas vivem com HIV/Aids no Brasil e, destas, 548 mil estão em tratamento. Estima-se que 136 mil pessoas ainda não sabem que estão com HIV. Por outro lado, 196 mil sabem que tem o HIV e não estão em tratamento.

Beijar é bom, mas cuidar da saúde é essencial (Foto: Divulgação)

Manifestações e sintomas

Ferida, corrimento ou verruga em órgão genital pode ser sinal de que uma pessoa pode estar com uma IST. De acordo com o Ministério da Saúde, entre as ISTs mais comuns estão: herpes genital, sífilis, gonorreia, HIV, HPV, hepatites virais B e C.

“É importante lembrar que, embora no geral as ISTs apareçam nos órgãos genitais, também podem surgir em outros locais como nas palmas das mãos, língua e até nos olhos. Ao observar qualquer sinal ou tiver qualquer sintoma de algumas dessas infecções, é necessário procurar uma unidade de saúde mais rápido possível para uma avaliação”, alerta o especialista.

O médico explica, ainda, que só um profissional da saúde pode avaliar adequadamente se um corrimento, verruga ou ferida é uma IST ou alguma outra causa. “Algumas dessas infecções muitas vezes não apresentam sinais ou sintomas, e a falta de diagnóstico e tratamento correto pode levar a graves complicações”, alerta Cordeiro.

O infectologista revela, também, que o tratamento das ISTs deve ser realizado com todos os parceiros com que a pessoa manteve relações sexuais, mesmo que não tenha aparecido nenhum sintoma. “É imprescindível que todos sejam avaliados para evitar complicações. E o mais importante: o uso de preservativos é o método mais eficaz de evitar essas doenças”, finaliza.