Longa amazonense terá cenas gravadas em evento de MMA

A produção de ‘Sucuriju - A Lenda Vive’, do roteirista Eduardo Gomes, terá participações de lutadores profissionais

Bruno Mazieri / plus@diarioam.com.br

Trajetória de lutador é tema de longa-metragem amazonense, protagonizado por Eduardo Gomes (Foto: Divulgação)

Manaus – Considerada uma das cobras mais perigosas do mundo, a sucuriju é conhecida por, ao dar o bote em sua ‘vítima’, apertá-la até que sua circulação sanguínea pare e os ossos sejam triturados. Justamente por essa característica, ela se tornou título e inspiração para o longa ‘Sucuriju – A Lenda Vive’, do roteirista amazonense Eduardo Gomes.

“Esse filme conta a história de Nato, um cara pacato da cidade de Manaquiri (interior do Amazonas), produtor de carvão e farinha, que entra em atrito com o ‘barão’ da cidade, durante uma feira. A luta é filmada por um professor de MMA, que está na cidade com a família, entrega seu cartão e as imagens acabam se transformando em um ‘viral’, na internet”, conta o roteirista, que também encarna o papel de protagonista do filme.

Segundo ele, a decisão de ser o ator principal deve-se às características regionais e ao fato de praticar jiu-jítsu há mais de 20 anos. “Ao mesmo tempo em que ele se torna conhecido, em Manaus, por conta do vídeo, Nato enfrenta sérios problemas financeiros, em sua cidade natal, pois o tal ‘barão’ proíbe os comerciantes de comprarem os produtos produzidos por ele”, revela.

As gravações, que já estão em andamento, terão cenas gravadas durante a edição desta noite do Mr. Cage MMA Championship, que acontece em Manaus, às 20h, no Ginásio Renné Monteiro (Av. Constantino Nery, S/N – São Geraldo).

Equipe

Ao todo, 50 profissionais locais estão envolvidos na gravação de ‘Sucuriju – A Lenda Vive’. O longa, que está com 30% rodado e tem direção de Pablo Potter, não possui nenhum tipo de apoio financeiro e, por isso, depende de parcerias dentro e fora dos octógonos.

“Como não temos verba para contratar atores, por exemplo, estamos contando com as participações de lutadores profissionais. Se fôssemos desembolsar o valor para montar toda essa estrutura, não sairia menos de R$ 30 mil. Esse longa está sendo feito todo na base de grandes parcerias”, comenta.

Distribuição

Envolvido com o audiovisual desde 1993, Gomes se ‘gaba’ de ter seu longa sendo produzido somente por amazonenses. “Para começar, não temos a tradição de produzir longas, pois sabemos das dificuldades financeiras. E, quando esses grandes filmes são gravados aqui, o staff é quase todo de fora. Mas luto para que toda a minha equipe seja do Amazonas”, diz.

Envolvido em documentários e filmes para BBC, National Geographic e Animal Planet, ele já fez o primeiro contato com uma distribuidora alemã. “Eles ficaram bastante interessados nesse projeto e, por conta disso, tive que aumentar o tempo de duração do filme. Ele começou com 60 minutos e foi para 80 minutos, pois eles querem lançá-lo durante o Festival de Berlim”, finaliza.



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