Pessoas religiosas vivem mais do que aquelas que não têm religião, diz estudo

Pesquisadores analisaram obituários procurando por filiações religiosas, relacionamento, hobbies e outras atividades. Descobertas mostraram que os religiosos viviam mais cerca de 5,64 anos

Estadão Conteúdo / redacao@diarioam.com.br

São Paulo – Ter uma religião e ir à igreja com frequência pode dar alguns anos a mais de vida, ao menos conforme um estudo feito pela Universidade do Estado de Ohio publicado no Social Psychological and Personality Science.
Os pesquisadores analisaram mais de 1.500 obituários de jornais americanos procurando por filiações religiosas, status de relacionamento, hobbies e outras atividades. As descobertas mostraram que as pessoas citadas nos obituários que tinham religião viviam mais cerca de 5,64 anos a mais do que aqueles que não tinham.

Religiões incentivam práticas saudáveis, como abstenção de álcool, drogas e tabagismo, e uma boa alimentação (Foto: Pablo Trindade/Arquivo)

Uma das razões para isso é que as comunidades religiosas promovem ampla oportunidade de socialização e atividades, que pode ajudar em situações como solidão e vida sedentária, o que diminui a qualidade de vida e antecipam a morte.

Entretanto, os outros aspectos analisados pelos pesquisadores não mostraram tanto impacto na expectativa de vida quanto a religião. “Nós descobrimos que o voluntariado e envolvimento em organizações sociais aumentaram pouco mais que um ano a longevidade”, disse Laura Wallace, líder do estudo. “Ainda há muitos benefícios da religião que isso não consegue explicar”.

O estudo contou com duas amostras. Na primeira, foram analisadas 505 obituários de Des Moines, capital do Estado de Iowa. Já a segunda inclui 1.096 pessoas de 42 cidades dos Estados Unidos.

Mais uma das razões apontadas na pesquisa foi o fato de que muitas religiões incentivam práticas saudáveis, como abstenção de álcool, drogas e tabagismo, e uma boa alimentação. “Muitas religiões também promovem práticas para reduzir o estresse, que podem melhorar a saúde, como oração, meditação e agradecimento”, disse o coautor Baldwin Way.