Maestros pedem apoio para Orquestra Barroca do Amazonas virar instituição

Os membros da orquestra tocam em cópias fiéis de instrumentos de época para chegar mais próximos da sonoridade possível que se podia ouvir no Brasil colonial.

Manaus – Os maestros da Orquestra Barroca do Amazonas, Marcio Páscoa e Gustavo Javier Riera, estiveram na manhã desta quinta-feira (9), na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM), para pedir apoio na institucionalização da orquestra. Eles reuniram com o presidente da Comissão de Educação e Cultura da ALE-AM, Sidney Leite (DEM) e do presidente da Frente Parlamentar de Apoio à Cultura (Procultura), Tony Medeiros (PSL).

“Ao adquirir o caráter de instituição, a orquestra pode passar a receber apoio tanto público como privado e, assim, garantimos a continuidade do nosso trabalho e a divulgação da cultura amazônica”, explica Páscoa. Segundo ele, a Orquestra, que já se apresentou em países como Portugal e Espanha, deve fazer novos concertos na Europa.

No sábado (11), a Orquestra Barroca do Amazonas fará uma apresentação com o solista português Mario Trilha, às 19h30, na Igreja Nossa Senhora do Perpetuo Socorro, localizada na esquina das ruas Leonardo Malcher e Luiz Antony, Aparecida, zona sul de Manaus.

O pedido dos maestros estará na pauta da primeira reunião da Procultura, que acontecerá na terça-feira (14), às 14h30, na sala de reunião da Gerência das Comissões da ALE-AM.

Orquestra Barroca do Amazonas

Nascida de um projeto de pesquisa realizado com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e aplicado no Curso de Música da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a Orquestra Barroca do Amazonas é composta por 15 professores, alunos e ex-alunos que integraram a Orquestra de Câmara da casa, grupo ainda em atividade.

Os membros da orquestra tocam em cópias fiéis de instrumentos de época, feitos sob encomenda estrita, pois obedecem a modelos pesquisados como os mais próximos da sonoridade possível àquela que se podia ouvir no Brasil colonial. São violinos e violas feitos por Marcelo Cruz e Roberto Guimarães, sob modelo de Alessandro Gagliano (1725), Antonio Stradivarius (1730) e Grancino (1745), mas com montagem (cordas de tripa e de tripa revestida, pressão das cordas, altura do cavalete, entre outros) do fim do século XVIII, tal como mostra a iconografia brasileira do período.