Adail Pinheiro é condenado pela Justiça Federal a 57 anos de reclusão

A informação foi confirmada na tarde desta quinta-feira (6) e a sentença condenatória foi assinada pelo juiz federal Marllon Sousa

Álisson Castro / redacao@diarioam.com.br

Manaus – O ex-prefeito de Coari, Adail Pinheiro foi condenado a 57 anos e cinco meses de prisão, de acordo com sentença assinada pelo juiz titular da 2ª Vara Federal, Marllon Sousa, nesta terça-feira (4). A sentença atende pedido do Ministério Público Federal (MPF), no Amazonas.

A ação trata de organização criminosa em atuação na administração de Adail enquanto prefeito do município de Coari (a 363 quilômetros a oeste de Manaus), e diz que era “voltada à prática, em tese, de inúmeros crimes de: peculato, desvio e apropriação de recursos públicos, mediante dispensa indevida e direcionamento de licitações, falsificação e uso de documentos públicos e particulares falsos, lavagem de dinheiro, dentre outros”.

O magistrado federal negou ao ex-prefeito de Coari direito de recorrer em liberdade. “Cumpre asseverar, ainda, que o presente caso leva a crer que as medidas cautelares diversas da prisão, elencadas nos artigos 319 e 320 do CPP, são inadequadas e insuficientes aos objetivos para os quais foram previstas, portanto inaptas a substituir a custódia preventiva como instrumento adequado a evitar os fins proscritos pela lei. Dessa feita, nego ao sentenciado Manoel Adail Amaral Pinheiro o direito de recorrer em liberdade e decreto sua prisão preventiva”, cita o magistrado.

De acordo com o MPF, existe “uma organização criminosa incrustada no âmbito da administração municipal de Coari, cujo objetivo é fraudar licitações e desviar recursos públicos oriundos de convênios federais e de royalties pagos pela Petrobras em decorrência da exploração de petróleo e gás em área daquele município”.

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informou que o ex-prefeito chegou ao Centro de Recebimento de Triagem nas dependências do Centro de Detenção Provisória Masculino 1 (CDPM), levado pela Polícia Federal (PF), e ficará no local por volta de quarto ou cinco dias, até que seja definida a cela que ele ocupará.

***Matéria atualizada às 15h08