Amazonino afirma que encerra gestão com quadro fiscal do Amazonas equilibrado

Segundo Amazonino, ao contrário do que afirmou Wilson Lima o Amazonas é um dos dez estados mais equilibrados da federação, de acordo com relatório técnico do Tesouro Nacional divulgado em novembro deste ano

Da redação / redacao@diarioam.com.br

Manaus – O governador Amazonino Mendes afirmou, nesta quinta-feira (6), que não entregará a máquina administrativa ao governador eleitor, Wilson Lima, com o rombo de R$ 1,5 bilhão. Segundo Amazonino, ao contrário do que afirmou Wilson Lima o Amazonas é um dos dez Estados mais equilibrados da federação, de acordo com relatório técnico do Tesouro Nacional divulgado em novembro deste ano, “mantendo-se com as finanças sob controle, com pagamentos em dia e com investimentos em todos municípios que ultrapassam o montante de R$ 1,2 bilhão”, afirmou.

Amazonino afirmou que, com o trabalho iniciado na atual gestão, o déficit herdado de administrações anteriores foi drasticamente reduzido (Foto: Sandro Pereira/RDC)

Em texto encaminhado a imprensa pela Secretaria de Estado de Comunicação (Secom), o governador sustenta que o equilíbrio fiscal conquistado pelo Amazonas é consequência de uma reengenharia nas finanças adotada pela Secretaria de Fazenda (Sefaz), que, segundo afirma, resultou no aumento de arrecadação e redução de gastos a partir da renegociação de contratos e combate à corrupção.

“As ações permitiram que o Estado voltasse a investir na saúde, educação, segurança, infraestrutura e outros setores estratégicos, no maior pacote de obras da história. Foram investidos mais de R$ 1,1 bilhão em obras na Capital e Interior, gerando 26 mil empregos”, frisou.

Ainda de acordo com Amazonino, ele assumiu em outubro de 2017 com um déficit de R$ 1,2 bilhão só na área da saúde e, na época, as empresas médicas acumulavam atrasos de até seis meses. “Não havia investimentos e dezenas de obras estavam paralisadas. O caos estava instalado e até o pagamento dos salários dos servidores, ameaçado”, garante.

Em outro trecho do texto, o governador do Amazonas afirma que, com o trabalho iniciado na atual gestão, o déficit herdado de administrações anteriores foi drasticamente reduzido e paralelamente iniciado um grande plano de investimentos.

“A economia do Amazonas voltou a crescer e, segundo o IBGE, teve um dos melhores desempenhos do País no primeiro semestre deste ano, com crescimento de 6,1%, quatro vezes mais que a média nacional. O resultado positivo se mantem nesse segundo semestre”, disse.

O mês de novembro fechou com um saldo positivo entre receita e despesa de R$ 156 milhões, ou seja, o Estado arrecadou mais do que gastou, o que é raro hoje na administração pública. A receita líquida fechou o mês com R$ 16,09 bilhões, enquanto que o total empenhado foi de R$ 15,93 bilhões. Houve um crescimento de 15,18% no comparativo da receita global do mesmo período do ano passado quando fechou o mês em R$ 13,97 bilhões.

Por fim, Amazonino disse que o equilíbrio fez com que o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) – responsável pela maior fatia na arrecadação de tributos do estado – fechasse o mês de novembro com R$ 844 milhões. No comparativo com 2017 (R$ 746 milhões), o crescimento nominal representou um saldo de 13,14%.

“O governador eleito receberá um quadro fiscal absolutamente equilibrado, com arrecadação crescente e gastos controlados. Realidade bem diferente da herdada pela atual administração. O Governo do Amazonas fez o dever de casa”, finalizou.