Amazonino Mendes vence com 1/3 dos votos totais do Estado

O candidato obteve 59,23% dos votos válidos, contra 40,77% do adversário, Eduardo Braga (PMDB), para um mandato-tampão de 14 meses, com possibilidade de reeleição no ano de 2018

Da Redação

Amazonino Mendes foi eleito governador do Amazonas, neste domingo (Foto: Eraldo Lopes)

Manaus – O candidato do PDT ao Governo do Amazonas, Amazonino Mendes, foi eleito, ontem, com 33,47%, ou pouco mais de um terço dos votos dos 2.338.886 eleitores do Estado. Ou seja, mais de 66% dos eleitores (66,66%) não votaram no vencedor da eleição, optando pela abstenção, pelo voto nulo ou pelo outro candidato. A legislação eleitoral diz que vence o candidato que obtiver 50% mais dos votos válidos, que não incluem nulos, brancos e abstenções. O candidato obteve 59,23% dos votos válidos, contra 40,77% do adversário, Eduardo Braga (PMDB), para um mandato-tampão de 14 meses, com possibilidade de reeleição, em 2018.

O resultado da eleição também mostrou que 43% dos eleitores do Estado não votaram em nenhum dos dois candidatos que foram ao segundo turno. Mais de um em cada quatro (25,88%) eleitores do Estado nem sequer foi às urnas para votar. A insatisfação do eleitor do Estado com o atual cenário político local levou o pleito deste domingo a registrar um dos maiores índices de abstenção e votos nulos da história do Amazonas.

No primeiro turno da eleição suplementar, o fenômeno já se demostrava como tendência: 36% do eleitorado decidiu não votar ou não escolher nenhum dos nove candidatos ao governo. No total, 849.528 eleitores deixaram de escolher um dos candidatos. Amazonino, o mais votado, obteve 577.397 votos (38% dos votos válidos). Braga, o segundo colocado, teve 377.680 votos (25%) do total de eleitores aptos a votar.

Os números são ainda mais indicativos em Manaus, a capital do Estado, que tem 1.275.282 eleitores. Amazonino obteve 423.981 votos, ou cerca de um terço (33%) do total de eleitores aptos a votar, contra 271.975 de Braga (21%) . Na totalização dos votos válidos, Amazonino obteve 60,92% contra 39,08% de Braga. Manaus teve 17% (217.146) de abstenções, 5,39% (57.010) de brancos e 28,84% (305.170) de nulos.

No discurso da vitória, Amazonino acenou para os eleitores que não se identificaram com nenhum dos candidatos. “Nós, políticos, devemos a essas pessoas que votaram em branco e nulo. Elas são um grito de alerta para um País que praticamente perdeu o rumo. Entendemos que esta oportunidade não é para nós que ganhamos a eleição. É para fazer uma enorme reflexão e mudança de comportamento”, disse.

A eleição suplementar para governador, a primeira da História do País, aconteceu porque José Melo (PROS), eleito em 2014, e seu vice, Henrique Oliveira (PR), foram cassados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por compra de votos. Amazonino deve assumir cargo em 2 de outubro, substituindo o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, David Almeida (PSD), governador interino.

Ao longo da campanha, Amazonino prometeu reestruturar o orçamento e direcionar recursos prioritariamente para Saúde, Segurança e Educação. Na Saúde, ele disse que a rede de hospitais públicos terá pleno funcionamento. Também prometeu que a prevenção e a repressão aos crimes será feita com parceria das Forças Armadas e da Polícia Federal.

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