Átila Lins contesta que aderiu ao PP por liberação de verbas

De acordo com matéria da revista Isto É, o parlamentar montou um esquema com uso de verba pública para puxar novos parlamentares para o partido

Da Redação / redacao@diarioam.com.br

Manaus – O deputado federal Átila Lins (PP-AM) negou que sua adesão ao PP tenha sido em função de liberação de emendas ou verbas na área da saúde. De acordo com matéria da revista Isto É, o parlamentar montou um esquema com uso de dinheiro público para puxar novos parlamentares para o partido. A revista afirma que o deputado Átila Lins, ex-PSD, está entre esses parlamentares. Segundo a publicação, Átila negociou R$ 7,6 milhões da Saúde para aderir ao partido.

Átila Lins disse que teve apenas uma emenda de 2017 liberada (Foto: Agência Câmara/Elton Bonfim)

O parlamentar esclarece que teve apenas uma emenda parlamentar de 2017 com recursos liberados na ordem de R$ 2 milhões para Tefé. Desse total, foram liberados R$ 1,88 milhão para a construção de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) Fluvial que será inaugurada no dia 15 de junho e prestará atendimento de atenção básica de saúde para comunidades ribeirinhas do município.

Segundo Átila Lins, as que incluíam recursos para os municípios de Tefé, Borba e Coari e atenderam interesses do povo do Amazonas, para investimentos na área de Saúde, em 2017, não foram de sua autoria e sim do relator do Orçamento da União na Comissão Mista de Planos (CMO) do ano de 2016.

O deputado esclareceu que não teve recursos liberados. Ele citou, como exemplo, a emenda no valor de R$ 2 milhões que será aplicada na construção de uma UBS Fluvial no município de Carauari ainda está tramitando e os recursos não foram liberados.

Outra iniciativa do deputado que não obteve sucesso foi a liberação de recursos de R$ 21 milhões para o Hospital da Mulher de Coari, informou. O pedido foi feito por meio de emenda de bancada quando o parlamentar ainda estava no PSD, em 2016 para o Orçamento da União de 2017, mas não foi empenhada. O deputado informou ter centrado esforços para resolver as pendências e chegou, inclusive, a pedir pessoalmente ao presidente Michel Temer para que essa emenda fosse liberada, mas até o momento nada foi resolvido.

De acordo com Átila Lins, a opção de mudar de partido se deu em razão do cenário político no Amazonas. “Preferi migrar para uma legenda na qual tivesse maior apoio para a minha reeleição. Afinal, passei a ser o único parlamentar federal do partido no Estado. Quanto ao Fundo Partidário, todas as legendas têm o mesmo teto de R$ 2,5 milhões para os candidatos ao cargo de deputado Federal, e é claro que todos os partidos irão atender os seus candidatos a reeleição com o teto”, explicou Átila.

Ele disse ainda que mesmo que o PP tenha alguns de seus membros denunciados na operação Lava Jato, o diretório do partido no Amazonas, comandado pelo ex-deputado Francisco Garcia, e que tem como membro a ex-deputada Federal Rebeca Garcia, e muito recentemente teve em seus quadros a deputada Federal Conceição Sampaio, nunca teve nenhum dos seus membros envolvidos em qualquer denúncia.