Candidatos ao governo pedem registro de candidatura no TRE-AM

Após a cassação do governador José Melo, eleição suplementar está marcada para o dia 6 de agosto. Candidatos ao governo têm até hoje para pedir registro de candidatura

Asafe Augusto / redacao@diarioam.com.br

Eleitores do Amazonas devem voltar às urnas em 6 de agosto (Foto: Agência Brasil)
Eleitores do Amazonas devem voltar às urnas em 6 de agosto (Foto: Agência Brasil)

Manaus – Os candidatos ao governo do Amazonas estão finalizando os pedidos de registro de candidaturas para a eleição suplementar deste ano, na tarde desta segunda-feira (19), no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM). Após o prazo, que finaliza às 19h desta segunda-feira, os candidatos aguardam análise aprovação do TRE.

O senador Eduardo Braga (PMDB), acompanhado do candidato a vice, Marcelo Ramos (PR), afirmou que apresentará um plano de governo realista e possível de ser aplicado em um mandato de um ano e três meses. “O Amazonas está na UTI, e nosso plano de governo vem para tirar o Estado da crise. Os hospitais não tem remédios e as filas estão grandes para os atendimentos”, disse.

Braga afirmou que Manaus é a capital brasileira com o maior número de desempregados e o interior do Estado vive um caos com, segundo ele, obras pagas mas não concretizadas. “O nosso plano de governo tem esse caráter. É emergencial e se Deus e o povo quiser nós vamos cumprir esse plano”, afirmou.

O candidato a vice, Marcelo Ramos, destacou que contribuiu com plano de governo com algumas bandeiras da campanha dele de 2014. “Temos o compromisso da imediata revogação da lei que aumenta em 2% o ICMS em vários setores da economia, e a minha bandeira em 2014 garantindo que os recursos da UEA sejam usados na universidade e não em outras áreas”, afirmou.

A jornalista Liliane Araújo (PPS), candidata ao governo do Amazonas estava acompanhada do candidato a vice, Cabo Lobo, com quem ela forma uma chapa Puro Sangue, com a coligação ‘Mudança com Segurança’. A candidata afirmou que tem conhecimento das limitações que ela tem e, por isso, vai focar a campanha na Capital e região metropolitana. “Contamos com a questão da renovação e acreditamos que vamos conseguir arrumar a casa. Vamos percorrer onde podemos, dentro das nossas condições”, disse a candidata.

Liliane afirmou ainda que o seu plano de governo está voltado para, segundo ela, ‘arrumar a casa’, cortando gastos e revisando contratos. “Nosso foco é recuperar a saúde financeira do Estado para investir nas pessoas. Não serei a governadora de obras faraônicas, mas vou fazer hospitais funcionarem. Além disso, vou focar na segurança pública que é o nosso carro forte”, afirmou.

O candidato Amazonino Mendes (PDT), acompanhado do candidato a vice-governador, deputado Bosco Saraiva (PSDB), afirmou que o destaque do plano de governo para a campanha dele trata de uma reconstrução no Estado. “É reconstruir, organizar e arrumar. A casa está bagunçada, todos estão vendo isso, então o foco é arrumar. Depois veremos as demais coisas”, afirmou o candidato.

O vereador Marcelo Serafim (PSB) afirmou que representa o ‘novo’ na política do Amazonas. Durante o registro de candidatura, ele afirmou que pretende trazer a confiança na política de volta aos eleitores. “Não trocamos postura por estrutura. Estamos preparados para ganhar ou perder e vamos chegar ao segundo turno abrangendo a capital e parte dos municípios do interior”, disse. Como destaque do programa de governo o candidato afirmou que fará a máquina pública funcionar. “Vamos focar no desenvolvimento do setor primário. Os políticos que destruíram o Estado não podem voltar, por isso, faremos um governo sério”, comentou.

O presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), Wilker Barreto (PHS) e sua candidata a vice-governadora, vereadora professora Jaqueline, finalizaram o pedido de registro também na tarde desta segunda-feira, e afirmaram que a campanha não vai interferir no atual mandato que ambos exercem na Câmara Municipal. Barreto afirmou que se for eleito vai governar com uma visão gestora enxugando contratos e revendo gastos. Ele ressaltou as ações realizadas como presidente da Câmara, e disse que vai trabalhar para ter sucesso como governador. “Na saúde vamos por para funcionar o que já temos. Na segurança vamos melhorar as condições de trabalho dos policiais. Vamos também olhar para o interior que está abandonado”, ponderou.

Durante esta manhã, o deputado Luiz Castro (REDE) fez o pedido de registro de candidatura no TRE, ao lado do candidato a vice João Victor Tayah (PSOL), na disputa pelo Governo do Amazonas. Acompanhado de dirigentes partidários, Luiz Castro e João Tayah apresentaram o plano de governo, que aponta para uma mudança de gestão do Estado, com transparência, combate á corrupção e eficiência no serviço público, priorizando melhorias na Saúde, na Segurança Pública, na Educação e estimulando a geração de emprego.

Após realizar o pedido de registro de candidatura a ex-deputada federal Rebecca Garcia (PP) e o candidato a vice-governador, deputado estadual Abdala Fraxe (PODEMOS), afirmaram que o tempo curto de mandato não dá as devidas condições para um plano de governo, mas sim para a concretização de intenções para o trabalho. “Nós entendemos que é impossível fazer um plano de governo para um ano, mas temos intenções de priorizar as áreas de saúde, segurança, transparência e combate a corrupção, além da geração de emprego e renda no Amazonas. Esses são os quatro pontos de maior ênfase, para prepararmos o Estado para o próximo mandato. Queremos entregar um Amazonas melhor”, afirmou a candidata.

José Ricardo e Sinésio Campos foram os primeiros a registrar candidatura nesta eleição suplementar ao Governo do Estado pela Chapa do PT. Os candidatos a governador e vice-governador, foram ao TRE no último domingo (18). Após o pedido de registro os candidatos afirmaram que querem romper com o grupo político que, segundo eles, há mais de 35 anos administra o Estado e que não trouxe avanços e nem alternativas de desenvolvimento. “Foram governos que criaram ciclos e programas, mas que, na prática, não trouxeram resultados para a região. Continuamos dependentes do Polo Industrial, sem perspectivas econômicas, principalmente, para o interior”, declarou José Ricardo.

Pedido de candidatura

O professor de Direito Eleitoral Leland Barroso explicou que, após a convenção, o partido encaminha a ata da reunia para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE). “O partido envia esta ata para a Justiça Eleitoral pedindo o registro do candidato. Este pedido de registro vira um processo no TRE que será distribuído a um relator, o Ministério Público Eleitoral (MPE) é ouvido e depois vai a julgamento pelo pleno do TRE. Após o pedido do registro começa a contar um prazo de cinco dias para o MPE, coligações, partidos políticos ou outros candidatos podem impugnar estes registros”, disse.

Sobre o curto prazo para realizar as convenções, o professor de Direito disse que este fato não atrapalhou a negociação entre os partidos. “Como se trata de uma eleição suplementar, todos os prazos são reduzidos. Eu acho que não afeta as negociações porque a decisão de realizar a eleição já faz algum tempo e todo mundo já vinha falando quem seriam os candidatos, então, já estamos com meio caminho andado nas negociações dos partidos”, disse.



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