Candidatos denunciam irregularidades durante aplicação de provas do concurso da Seduc

Provas trocadas, candidatos sem salas e lacres violados estão entre as denúncias feitas por candidatos do concurso da secretaria, no 19º Departamento Interativo de Polícia (DIP)

Beatriz Gomes / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Provas trocadas, candidatos sem salas e lacres violados estão entre as denúncias feitas por candidatos do concurso da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), no 19º Departamento Interativo de Polícia (DIP), no bairro Pontra Negra, zona oeste de Manaus. Aproximadamente 20 candidatos desistiram de fazer as provas na Escola Estadual Karla Patrícia Barros de Azevedo, no bairro Tarumã, e registraram Boletim de Ocorrência (BO). Os candidatos pedem a anulação do concurso. A Seduc afirmou, em nota, que problemas foram solucionados com provas extras.

Provas trocadas, candidatos sem salas e lacres violados estão entre as denúncias feitas por candidatos do concurso da secretaria, no 19º Departamento Interativo de Polícia (Foto: Reprodução/Record News)

Inscrita para o cargo de merendeira, Suzi Martins contou que quando chegou ao local de prova, não havia sala disponível e muitos candidatos tiveram que aguardar no refeitório. “Faltavam três salas e aguardamos até às 7h45 pelo local de prova que estava sem fiscal e sem o malote com as nossas provas. Nos informaram que as provas estavam vindo do Instituto Acesso e às 8h45, após colocar o candidatos na mesma sala, chegaram três malotes, mas quando vimos eram provas com nomes de outro candidatos”, disse.

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A candidata disse, ainda, que uma fiscal da empresa responsável pelo concurso riscou os nomes que constavam nas provas e orientou os candidatos a escreverem os nomes deles. “Isso é um erro, uma fraude, as provas já vêm identificadas com o nome e o número de inscrição do candidato que deve ser o mesmo do cartão de resposta. Como vamos realizar uma prova com nome de terceiros?”, questionou a candidata. Os candidatos registraram em fotos e vídeos os fatos denunciados.

Suzane Gomes, outra candidata que também estava inscrita para a vaga de merendeira, confirmou as denúncias e disse que as provas chegaram na garupa de um mototáxi. “Nos disseram que houve um problema gráfico no instituto e não conseguiram imprimir as provas a tempo, mas que tinham provas extras. O malote veio na garupa de um veículo sem identificação. Queremos ter o direito de realizar as provas com os nossos nomes”, exigiu.

A Seduc afirmou, em nota, que os problemas ocorridos na Escola Estadual Karla Patrícia Barros de Azevedo, como a falta de provas para candidatos foram solucionadas de imediato com provas extras, que existem para eventualidades como essas. “As provas extras foram conduzidas da base do instituto organizador do certame por motoqueiros da Polícia Militar e escoltadas por batedores da PM. As provas estavam em malotes lacrados. Quando as provas extras chegaram à escola, o grupo de candidatos se recusou a aceitar e saiu da sala. A alegação deles era que as provas não tinham os nomes deles, mas nas provas extras não constam nomes de nenhum candidato, pois são criadas para solucionar problemas dessa natureza. O conteúdo das provas extras são os mesmos das personalizadas”, diz a nota.

A Seduc informou que por conta desse incidente o certame na escola começou às 8h45, mas a coordenação ampliou o prazo de encerramento para às 11h50, não havendo prejuízo de tempo, segundo a secretaria. A Seduc chamou de falsa a informação de que se tratavam de provas de São Gabriel da Cachoeira.

Confusão no Concurso da Seduc neste fim de semana em Manaus

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Posted by D24am on Sunday, July 8, 2018