Candidatos do AM obtêm R$ 13 milhões em recursos na 1ª parcial

Os recursos foram registrados na primeira parcial informada ao TSE para os cargos de governador e senador. No Amazonas, os 849 candidatos têm até quinta para apresentar a primeira prestação

Álisson Castro / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Candidatos ao Governo do Amazonas e ao Senado Federal pelo Estado já arrecadaram R$ 13 milhões para gastar na campanha deste ano, segundo dados do site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Apenas os sete candidatos ao governador acumulam receita de R$ 7 milhões e os oito que disputam uma vaga ao cargo de senador contabilizam R$ 6 milhões deste o início da campanha eleitoral em 16 de agosto.

No Amazonas, os 849 candidatos têm até a próxima quinta-feira (13) para apresentar a primeira prestação de contas parcial da eleição.

Recursos obtidos para as campanhas são informados à Justiça Eleitoral. (Foto: Pablo Trindade)

Entre os candidatos a governador, Omar Aziz (PSD) é quem acumulou maior volume de receitas, segundo dados da primeira parcial da prestação de contas, com R$ 3,5 milhões arrecadados. Em segundo lugar, aparece o candidato David Almeida (PSB), com R$ 1,095 milhão em receitas, seguido do candidato à reeleição Amazonino Mendes (PDT) com R$ 1,065 milhão, Wilson Lima (PSC) com R$ 500 mil, e, por fim, Sidney Cabral (PSTU) que declarou receita de R$ 250. Berg da UGT (PSOL) e Lúcia Antony (PCdoB) ainda não apresentaram a primeira prestação de contas parcial à Justiça Eleitoral.

Na disputa por uma vaga no Senado Federal, Eduardo Braga (MDB) é o candidato com maior receita, R$ 2,580 milhões, seguido de Alfredo Nascimento (PR) que já acumulou R$ 2,510 milhões. Em terceiro lugar, no ranking dos candidatos ao Senado aparece a candidata Vanessa Grazziotin (PCdoB), R$ 862 mil, depois aparecem Plínio Valério (PSDB), com R$ 502 mil e Hissa Abrahão (PDT), com R$ 500 mil. O candidato Luiz Castro (Rede) declarou ter arrecadado R$ 71 mil. Quanto aos candidatos ao Senado Federal, Luiz Fernando Santos (PSOL) e Rondinely Fonseca (PSOL) ainda não declaram receitas de campanha.

O professor de Direito Eleitoral Leland Barroso afirmou que a Legislação Eleitoral define ser irregularidade eleitoral a não entrega da prestação de contas parcial. “No entanto, a jurisprudência do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) aqui no Amazonas é que a não entrega da prestação parcial não resulta a reprovação da conta, porque todos os dados estarão na prestação de contas final”, disse.

Barroso afirmou que os candidatos devem apresentar duas prestações de contas parciais e uma final. “As prestações parciais facilitam o exame da final, além de oferecer maior transparência, não apenas para o TRE, mas também ao eleitor”, disse.

Presidência

Dez dos 13 candidatos à Presidência da República informaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que arrecadaram R$ 142 milhões nos primeiros dias da campanha eleitoral. Deste total declarado, 80,5% foram repassados aos candidatos pelos partidos aos quais são filiados.

Segundo dados do TSE, Geraldo Alckmin (PSDB) tem, até o momento, o maior volume de recursos para investimentos: R$ 46,3 milhões, seguido de Henrique Meireles (MDB), com R$ 45 milhões. O ex-presidente Lula (PT) já acumulou R$ 20,5 milhões em recursos; Ciro Gomes, (PDT), R$ 10 milhões; Marina Silva (Rede), 6,1 milhões; Guilherme Boulos (PSOL), R$ 5,9 milhões.

O líder das pesquisas para a presidência, Jair Bolsonaro (PSL) apresentou receita total de R$ 685 mil. Cabo Daciolo ainda não apresentou a prestação de contas parcial.

A situação difere da verificada há quatro anos, quando os 11 candidatos à Presidência da República informaram ao TSE a arrecadação total de R$ 645 milhões, com a maior parte obtida por meio de doações de empresas.