David anuncia reajuste inferior ao esperado e é vaiado por servidores da ALE

Os servidores da Assembleia Legislativa pedem a equiparação salarial com os servidores do TCE

Asafe Augusto / redacao@dirioam.com.br

Manaus – O presidente da Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM), deputado David Almeida (PSD), foi vaiado e ouviu gritos de protesto de servidores da Casa, nesta terça-feira (10), dia em que retornou à presidência do Legislativo estadual. O parlamentear, que ocupou o cargo de governador interino entre a cassação de José Melo e a posse de Amazonino Mendes, anunciou que o reajuste dos servidores de 2017, de 6%, será pago a partir de novembro.

Servidores gritavam, em protesto, dizendo que estão há três anos sema reajuste salarial (Foto: Asafe Agusuto/Divulgação)

Nesta terça-feira, na galeria do Plenário Ruy Araújo, os servidores receberam David Almeida com palmas, mas após o deputado afirmar que pagaria a recomposição de apenas um ano, começaram a protestar, aos gritos de “já são três anos sem reajustes”.

Com o discurso da tribuna interrompido, David Almeida rebateu. “Eu ouvi vocês falarem, agora vocês vão me ouvir”, disse o parlamentar aos funcionários inconformados com a porcentagem de reajuste anunciada por ele.

“Nem tudo que se quer, se pode. Nem tudo que se deseja, é possível. A partir do próximo mês, a recomposição de 2017 estará na conta dos servidores. Só será possível isso porque o Estado cresceu em cinco meses”, afirmou.

Os servidores da Assembleia pedem 13% de reajuste referente aos anos de 2015, 2016 e 2017, além de equiparação salarial com os servidores do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM). David Almeida afirmou, ainda, que vai sentar com a categoria, na próxima segunda-feira (16),  para definir a melhor forma de quitar os débitos referentes aos anos de 2015 e 2016.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Estadual, Municipal e do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (SindiLegisam), Flávio Aleixo, o reajuste  de 2015/2016 é de 11% e o de 2016/2017 é de 6%.



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